quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Momento de Santidade



A sala é a mesma, passam das 10h da manhã. Em leitura reflectiva algumas crônicas para não deixar tudo desapercebido. O livro na mão e os pensamentos voam sem mais dar atenção merecida para o conteúdo tão bom que há no livro. Bom? Sim trata-se de Machado, algumas de suas crônicas, e passou então a lembrar de quanto era pecador, lembrava de cada ato que decepcionava seus aprendizados religiosos, como que vivia e não se comformava com algumas leis morais de Deus, sim, não havia em suas mãos nada guardado para apresentar em louvor em suas atitudes.
havia matado um inseto que lutava pela vida, mas sem nenhum respeito pela vida, deu uma grande sapatada naquele pobre bicho que mal sabia o porque da sua maneira santa de viver localizado na terra sua missão que era apenas voar e tirar a paciência das vidas racionais humanas. Teria também cobiçado a biblioteca de seu chefe e imaginava-se lá sentado com as pernas sobre a mesa sendo servido por serviçais seu chá predileto sob a releitura de clássicos, quando ainda concluía este pecado sobreveio não deixando terminar outro pecado que o deixava envergonhado: O furto da revista semanal de seu vizinho. Nunca tinha feito isso mas quando viu a capa tratando sobre a 2° guerra mundial, um tema predileto para ele, amava história, não resistiu, teve uma compulsão carnal, que vergonha logo ele que dizia que dos outros nem uma agulha sequer deveria ser pega. Mas, não resistiu e quando se viu já estava dentro da sua casa folheando uma revista que tinha identificado outro nome que não era o dele... ah, quanta vergonha, pecado e ignomínia. Realmente já dizia as escrituras, se seus olhos forem maus, todo o seu corpo será mau. Voltou em si, já não estava mais sentado e nem tão pouco com o livro em mãos, estava em sua janela larga com vista arborizada e cumprindo um mandamento cristão: Olhando as aves do céu que mesmo sem plantar e colher o Pai que estava nos céus dava provisão. O não pecar daquele momento foi divino.

Machado de Assis


terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A Princesa e o Sapo




Acompanhando minha filha, assisti o filme da primeira princesa negra produzido pela Walt Disney - A Princesa e o Sapo - talvez em uma homenagem aproveitaram a boa fase do primeiro presidente negro norte americano.
Confesso que não gostei nada do filme, resumiram a cultura negra em "vudus" apenas. A história reconta o clássico conto de fadas, uma princesa beija um sapo para que ele se transforme em príncipe dando início ai a uma grande confusão, uma delas é a parte do vilão que tem muito tempo em cena apenas clamando aos amigos do "outro lado" (inferno) através de barganhas e engana as pessoas com jogos de cartas. O filme tem cenários escuros que caberiam bem para uma participação especial do Batmam. Mostra também (não se preocupem não vou contar os pormenores do filme, tão pouco seu final) o amor dos negros pelo Jazz, mas na verdade mostrando um som ridículo que nem chega aos pés do som de gigantes do Jazz como Milles e Coltrane, alguém pode perguntar: mas não é filme pra criança? mas desde quando tem idade para se ouvir um bom Jazz!
Francamente se quiseram divulgar a cultura negra através de seu passado africano e de sua participação fundamental na vida norte-americana com a música, fiquei decepcionado ainda mais depois de ver uma apresentadora do calibre da Oprah comemorar esta estreia que deixou com certeza a família Luther King muito feliz.
Ainda bem que o preço foi promocional e a Thalía só pagou meia...inté!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL!!


domingo, 20 de dezembro de 2009

Pela manhã, silêncio!





Esta findando mais um ano e eu estou em casa, e já que é domingo, o dia escolhido para o descanso, me levantei e quis conferir algumas novidades na Internet que envolvem o que já não tem sido tanta novidade assim: a natureza esta doente! é meio que diz, vocês podem fazer o que bem quiserem mas ainda eu mando por aqui e la vem um vulcão nervoso, vento estupendo, chuvas diluvianas e o cataclisma nos deixa com aquele medo e soltamos as rédeas e clamamos a Deus por socorro.
Quando refletia sobre essas coisas me dei conta do ambiente maravilhosos que a natureza fazia se expandir em minha sala do meu apartamento. Passarinhos que sempre nos visitam pela manhã, cantam suas canções matinais de agradecimento pela vida, e eles não medem esforços para tal, aliás nunca vi um passarinho triste, nunca vi um passarinho piando meio que desafinado por estar estressado, realmente quanto mais vivemos mais temos que aprender com a natureza, não foi em vão que Jesus ordenou: Olhai as aves dos céus...
Uma coisa bem bacana na parte da manhã pra mim é o silêncio humano, posso ler, meditar e escrever sem ser interrompido por interfone , telefone ou até mesmo chamada pessoal. Tudo é convidativo para lembrar que não sou uma máquina de produção mas alguém nascido em um planeta com propósitos de ser feliz e gozar uma vida com paz, saúde e comunhão com aqueles que nos cercam como minha família que tanto amo e prezo agradecendo a Deus por me completar nesta vida com essas duas lindas que me acompanham.
Mas olha só que interessante, de repente meu silêncio foi quebrado por um senhor vizinho que todas as manhãs abre sua janela e solta os pulmões cantando bem alto músicas de louvores a Deus. Toda a manhã ininterruptamente lá esta ele, um senhorzinho bem simpático que nunca conversei com ele. Ja até mesmo imitei ele aqui em casa tirando gargalhadas da minha filhota e fico pensando quando sua hora chegar como vai deixar saudades, realmente a vontade de viver e a consciência de a Deus agradecer rejuvenece.
Hoje pela manhã, não só aprendi com os pássaros não, mas também com um homem de bem...
"Clara manhã, obrigado, o essencial é viver!" (Drummond)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Raul Bertrand


Se tem uma coisa que vale a pena ensinar aos filhos é que a vida não é nada fácil. Guimarães Rosa diz que a coisa não esta nem na saída e nem na chegada, mas sim na travessia e a historia que se vai narrar adiante, requer poucos detalhes já que de quem há de se falar teve uma vida simples, porém inundada de tal felicidade que nem um tal paraíso valeria como moeda de troca, muito menos de aposta já que tal vida vivida, impossível de ser renascida a não ser com as letras, foi algo maravilhoso apesar de faltar tudo, ou quase tudo.
Era de manhã, Raul Bertrand que apesar de nome de intelectual estava apenas na pré-escola, ia mais para aproveitar a merenda, pois tinha apenas uma refeição diária e poderia contentar-se com duas quando não faltava as aulas.
Aprendeu a escrever seu nome e sobre-nome, mas sempre a engolir o "r" do Bertrand, escrevia Betrand. A professora baixinha, de olhos puxados os ensinavam com paciência, dela ele não sabia o nome, e Raul nunca teve coragem de perguntá-lo pois no dia da apresentação pessoal da professora ele havia faltado devido uma forte chuva que tinha molhado bastante o solo paulista, não que isso era desculpa para falta, já que a escola ficava pouco mais de dez metros de sua casa, mas foi isso que aconteceu.
No caminho era interessante ver um carro de fórmula-1 que foi construído de areia, areia essa que era utilizada na reforma da escola, alguns vizinhos torciam o nariz mas quando viram a molecada que estava a disposição da arte benevolente, deixaram pra lá da implicância e logo comentavam: "até que ficou bonitinho mesmo".
No começo do projeto todos podiam por a mão na massa mas quando o negócio começou a ficar sério, somente cinco jovens se encarregaram de cuidar do tal automóvel de areia. Foi uma alegria só na rua ter visto o término da obra que foi batizado de AREIA-MÓVEL.
Tinha naquela época um campão de areia que reunia a turma do futebol, que ali ficavam na diversão, algumas crianças se dividiam um pouco no campão, outras no montarel de areia super visionadas sempre pelos maiores que agora tinha cercado o areia-móvel com pau e corda.
Tentaram em dias daqueles chamar o pessoal da televisão para propagar a tão grande obra de moleque, mas apesar da promessa nem sequer mandaram representante.
Raul era louco pra sentar no carro de areia, mas nunca podia já que sempre tinha um jovem adulto prometendo cascudos aqueles que se atrevessem a ultrapassar os limites impostos por eles que era demonstrado com corda e pau. Raul claro, preferia passar vontade a apanhar, mas naquele dia tinha coisa boa também, nem só de cascudos se vive a vida, e logo foi nosso amigo a escola.
O ambiente de aula estava bem desajeitada devido a reforma. Tinha até poça de água na sala, mas aprendíamos as vogais e nossas mãozinhas bem devagar faziam letrinhas quase que ilegíveis, mas aprendemos a escrever nome e sobre-nome.
Certa noite Raul teve uma idéia e combinou com seu amigo Fernando para que de noite lá pelas 10, saíssem a rua e fossem até o areia-móvel, e realizariam então o sonho de sentar no carro e seriam as únicas crianças a fazer tal ato. Lá pelas 10 horas conferidas no relógio grande e velho da sala, Raul saiu conforme combinado mas já se passavam 15 minutos e Fernando ainda não havia aparecido, ai foi que ele teve a idéia de jogar pedrinhas em seu quintal mas ficou com medo de acertar a janela e quebrar os vidros e desistiu depois da segunda tentativa. Começou então a assoviar quando de repente Fernandes respondeu com um assovio estranho que parecia mais um código-morse , o importante mesmo é que os dois se reuniram e deram então prosseguimento ao planejado. depois de alguns passos não acreditaram no que viram, e la estava o areia-móvel, só. A visão foi fantástica, nunca se tinha visto o areia-móvel assim sem ninguém por perto, seu olhos brilhavam muito, ele verdadeiramente era muito bonito e todos gostariam de tê-lo como se fosse de verdade, pena que não podia se locomover lamentavam alguns e lá estava Raul com seu amigo, era só pular a corda e pronto, estaria sacramentado, seriam os únicos que teriam sentados no carro e mais, sem cascudos.
Mas viram que nem sempre querer é poder, e tem coisas realmente que somente são para ser apreciadas, comida para os olhos, e foram acometidos de grande mistério, frio na barriga talvez e não tiveram tanta coragem e resolveram desistir e voltar.
Não estavam tristes por incrível que pareça, e nem ficaram comentando da atitude se foi certa ou errada, apenas voltaram felizes por terem visto o areia-móvel lá, diferente de todo mundo.
No outro dia, ao acordar pela manhã Raul foi a escola, não quis compartilhar com os amigos de sua aventura, preferiu ficar na sua, parecia mesmo que tinha sonhado e que aquilo tudo não passava de um devaneio.
Ao serem liberados da aula e quando chegou em sua casa, tinha uma vizinha que sempre os visitavam, e era bom porque ela levava sonho que ela mesmo fazia para comer-mos, quando ela me viu com a cartilha escolar na mão já foi logo perguntando:
- Você sabe ler?
Não esperei por nada e respondi logo:
-Sei escrever meu nome... nome e sobre-nome.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"E disse Deus: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez."

-Gênesis 1:11

Otelando o ciúme


Talvez seria redundante falar em ciúmes citando Otelo, mas não é possível pulá-lo já que Shakespeare foi um reinventor da humanidade como dizem por ai deste simbolismo perpetuado do ciúmes que foi esta peça teatral. O ciúme não só atrapalha o bom andamento da saúde da comunhão, como torna também qualquer relação infernal. A bem da verdade todos nós seres humanos temos nossa Desdêmona...há, como temos.
Citando Rubem Alves ele explica de uma forma muito interessante o que é o ciume. Segundo o professor podemos imaginar você com sua amada em uma festa, e ela lá e você acolá. De repente você vê a sua amada com as costas desnudas numa roda conversando e naquele momento ela esta feliz sem pensar que você existe, você naquele momento não é necessário.
Realmente o ciúme dói.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bem vindo Sol


Depois de dias a frio, viu um raio tímido de sol que despontava no horizonte. Ficou feliz e que não mais suportava aquele frio que tanto praguejava, começou então a colocar sonhos, planos e metas para aquela primavera que dava entrada para as sobremesas de verão. Não sabia se colocava suas intenções em rima ou em ordem alfabética mas sua ansiedade fez tudo ficar embaralhado, apesar de reconhecer tudo o que sempre planejou e buscava a hora que quisesse em sua gaveta cerebral. Pegou sua sacola foi ao mercado e comprou pães, leite e bolachas. Apesar da pressa não quis mais sair do mercado naquele instante que naquele momento tocava uma música que deixava sua alma leve. Jazz era sua preferência mas a bossa nova de Jobim sobre a letra de Vinicius deixou ele totalmente Brazuca.
Quando pela sua casa chegou, ficou feliz em saber que colocaria em desuso a lareira que tanto o acompanhou em suas leituras shakesperianas e também aquelas cobertas. Não gostava de comprar blusa de frio e tinha apenas uma que não tirava do corpo. poderia beber leite gelado, andar descalço e tomar banho demorado sem se preocupar com a hora da saída.
Foi assim então que um dia comum fez um homem muito feliz, pois era a entrada da primavera...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

...


Já tive a sensação de estar no colo de Deus e na verdade de la nunca deveria ter saído
Vi um mundo egoísta, ímpar e deixei me envolver pelo sistema...
Dias foram passando e o almejo pelos planos nunca iam se concretizando, apenas alguns deles, sempre com a ajuda de poucos.
Já dormi orando, pedindo a bênção divina e absoluta, me entristeci por dormir em meio a conversas com o Pai, mas aprendi que um filho também dorme aos braços dEle.
Peso, peso da vida, por que existes...
Já tive a sensação de estar no colo de Deus e não deveria ter saído de la.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Henri Nouwen

Terminei a leitura do livro de Henri intitulado "A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO". Foi um de seus ultimos antes de sua morte. O livro retrata a parábola que Cristo contou narrada pelo Santo Lucas.
Ja havia lido sobre esta obra fantástica de leitura fácil, mas profundo em ensinamentos sobre um Deus não rotulado pelas empresas da fé, numa sociedade capitalista, competitiva e descartável.
Henri fica estupefato depois de ver a obra de Rembrandt que se encontra no museu "Hermitage" na Rússia. Descobre sua persona por incrível que pareça não no pai e nem no filho gastão mas sim no irmão mas velho, dizendo que estava se preparando para ser o filho novo e depois o pai.
Nouwen nos ensina sobre a postura do filho mais velho tão costumas não só nos dias de hoje mas em uma humanidade que tem muitas manhas e manias sempre se dizendo vitima, que faz suas obrigações de honestidade que colabora com suas funções éticas.
A morada com o pai acompanhado de trabalho vira um fardo para o filho mais velho ao invés de ter o prazer de estar numa casa abençoada na presença do pai cheio de amor.
Um livro que mostra a nossa dificuldade de compreender a maravilhosa Graça que fez um Deus pessoal e presente mesmo nos dias atuais, amando um mundo decaído e cheio de si enviando uma criança para que voltássemos a ter a inocência perdida por ouvir rumores deste mundo, para que todo aquele que crê no Messias tenha uma vida eterna com Ele. Qual é a receita para tão grande salvação?
Não é gastar dissolutamente e nem ser super econômico, pode ter certeza, mas apenas amar a Deus com toda a suas forças e intelecto e amar o próximo como Ele nos amou.
O desafio é amar como o pai e saber ser amado como o filho.
Leitura obrigatória.

domingo, 9 de agosto de 2009

Sem vontade de nada


Muitas das vezes não vontade de comprar; de sair,
não vontade de comer, de ouvir música,
de ver novas caras, árvores e afins.
Não vontade de beijar, abraçar, cantar.
Não vontade de andar, correr, sentar.
Não vontade de dormir, telefonar ou assistir.
Não vontade de brigar, apaziguar ou até mesmo xingar.
Sem vontade de nada!
Só de relembrar...

sábado, 1 de agosto de 2009

-m@n!a$-


Manias é algo que vem na vida de cada um. Tudo depende do gosto pessoal da cultura que o cerca e de amigos que as sustentam direta e indiretamente por influências.
Ja tive muitas manias, a que eu me lembre começou quando criança a mania de andar de bicicleta, era uma compulsão tão forte que não imagina a vida sem pedaladas, andava dia e noite junto com pessoas que também compartilhavam e alimentavam minha sina.
Tive também manias por skate, andava e investia em tal esporte radical e confesso que era ruim nas manobras porém a mania compussiava fez eu gastar dinheiro e tempo achando que tinha atenção especial por ter essa mania que apesar de tudo era bem legal.
Uma das manias que me acompanham até hoje foi tocar violão...ah, paixão antiga, sempre mexe com a gente...lembro-me de ficar horas abraçado com o violão ou até mesmo com a guitarra para satisfazer a mim mesmo em busca de algo absoluto. Não alcancei é verdade mas ele tem me ajudado a tentar.
Manias nostálgicas e bem divertidas foram partes de fases que marcaram o tempo para mim. É claro que fiz parte dos maníacos por futebol (desastre), bolinhas de gude, figurinhas, gibis. Lembro-me de ser frequentador fiel de lojas de cd's e me acabava de ouvir e comprar CDs's de jazz. Claro que a mania de ouvir surte efeito até hoje e espero que nunca acabe mas ja comprar CD saiu um pouco da moda "manial".
Manias de dvd, orkut, tomar café na padaria, comprar na banca jornal, querer ser o que ja foi, não sair da igreja, tirar fotos, e uma que sou fissurado e não quero largar nunca é ler livros. Uma das manias mais saudáveis que adquiri e pretendo ler o máximo de livros que puder.
A mania traz suas marcas nostálgicas, transforma momentos e nos deixa com uma mania abençoada que é de querer viver apenas sem medo de ser feliz.
"Louco é quem me diz que não é feliz"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Bahia


"E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada".

A minha primeira "turística" nordestina se deu na Bahia, Porto Seguro, não poderia ter sido melhor. Um lugar maravilhoso, um povo cativante e uma cultura de deixar qualquer turista coterrãneo ou não de queixo caido. Amigos meu viajores que souberam da minha programada férias ao verem minha empolgação para uma viagem um pouco mais distante de SP logo insistiram: vá a Porto Seguro, todos devemos começar por la.
No mês de março quando pousei por la o calor foi confundido pela impressão do mormaço que saia pela turbina do avião mas logo me dei conta que alem de estar sem o ar condicionado agora éramos vítimas dos 33° em médias noturno que ali fazia.
Depois de uma boa noite de sono e um ótimo café da manha do hotel (solar do imperador) que tinha maravilhosas baianas vestidas a carater com aquelas saias brancas e uma simpatia imensurável fomos visitar a primeira praia que tinha uma beleza indescritível e carregava o nome que só é possival entender acompanhado da visualização: "ai que lindo!".
Em meio a alguns índios que vendiam seus trabalhos artesanais e uma bela paisagem numa visão panorâmica nunca vi o oceano atlântico tão lindo como vi naquela tarde. O que me surpreendeu ainda também é que até a areia é diferente pra quem esa acostumado somente com santos imaginei estar em algum paraíso que só não era perdido graças a Alvares Cabral.
A culinária que muitos esperimentam ali é o tal do acarajé, eu que já havia esperimentado antes e não tive uma boa resposta estomacal resolvi não encarar de novo. Em uma tarde daquelas vimos também os monumentos históricos que envolveram os jesuítas e naquele local tinha uma roda de capoeira onde baianos mostravam suas gingas em meio a gringo e brasileiros estupefatos pela artimanha cultural brasileira, coisas que só nos temos e muitas das vezes não damos valor e cuidado.
Fizemos muitas coisas, como passeio de chalana, ficamos um dia inteiro no hotel para aproveita-lo também por sem um lugar maravilhoso com uma bela vista, e na volta fomos com saudades e sonhando voltar quem sabe um dia para aproveitar mais essa beleza que fez Cabral viajar.

domingo, 19 de julho de 2009

Li, Grande Sertão: Veredas


Nasci no século XX e convivo no século XXI, muitas coisas ou quase tudo se resolve em apenas um "click". Na era da tecnologia em que tudo é visto on-line, é um pouco difícil entender algumas coisas do passado, mas também é bem interessante conhecer culturas ancestrais que nos deixam invejados de vê-los cheio de vida, distante de tantas parafernalhas legais que temos hoje.
Li Grande Sertão: Veredas, e fiquei como qualquer mortal que se lambuza antropofagicamente de Guimarães Rosa, estupefato. O livro escrito em 1956 e dedicado a Ara, sua mulher, nos deixa apreendidos e mesmo diante de um pouco mais de 600 páginas não vemos demora na finalização de um livro tão empolgante.
Riobaldo e Diadorim diante de um amor reservado me fez lembrar da história do rei da Bíblia Davi, que segundo as Escrituras sua alma havia se aglutinado a de Jonatas que eram amigos mais chegados que irmãos.
Umas das coisas que me facionou na leitura é como Riobaldo confessa e deixa de lado as máscaras que tanto ele como todos os seres carregam para interpretar na vida, fazendo que muita coisa não aconteça como que na realidade gostaria-mos que acontecesse. É difícil entender-mos tamanha humanidade em um homem quando vemos apenas com a lente da discriminação, vendo apenas bandos de homens fortemente armados, cheios de sede de justiça e esquecendo que ali também bate um coração. Uma alma como a de Riobaldo é invendável, é impossível na minha humilde opinião que um ser Riobaldo, que mata sua sede vendo e se alegrando com a criação de Deus, não gostando de derramamento de sangue e sentindo o que sentia pelo seu coterrâneo possa ter qualquer influência metafísica maligna, e, mesmo diante da carne egocêntrica, se mostra no alto controle para viver bem nesse "viver que é negocio muito perigoso".
Muitas coisas da pra se falar desta grande obra, mas fica aqui registrado uma gotinha do que vivi, deixando a idéia de um livro convidativo por si só para ouvir uma confissão de amor em meio a um redemoinho - "Muitos momentos."

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Isso falou muito comigo


Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam;
Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;
E dá a qualquer que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também.
E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
-Jesus Cristo em seus ensinamentos-


Fazemos muitos questionamentos em relação a vida quando na verdade poderíamos ser muitas respostas para o mundo...pratiquemos!


segunda-feira, 22 de junho de 2009



Buscando a perfeição!!

domingo, 31 de maio de 2009

Avenida Paulista


A avenida Paulista é realmente um lugar sem silêncio algum. Dias desses estive por la e fiquei próximo a radio Gazeta bem no final próximo a consolação. Como era outono e faz muito frio por ser um lugar alto fiquei a prova de 14°. Um frio até que apresentável pra quem não se familiariza muito com ele.
Os carros por lá não param, os pedestres diminuem bastante seu fluxo com a parada do metro que se da a meia noite.
De noite é uma avenida diferente daquela que estamos acostumados de ver de dia tanto ao vivo como pela TV. As "personas" diversificadas que vemos de dia é reduzida com a chegada da noite e como já disse com a parada do trem elétrico.
Fiquei sabendo que tal avenida tem seu próprio prefeito, ou seja, é um subprefeito só para esta avenida, que também é palco de grandes festividades para comemorar desde virada de ano até campeões de futebol com sua torcida.
Mas mesmo neste lugar corriqueiro de negócios, onde tempo é dinheiro, e que seus personagens são revezados o tempo todo, vi algo muito triste. Ali perto da Gazeta mesmo, tem um memorial com os dizeres: "Márcia vive", e uma bicicleta pintada de branco "in memoriam". Marcia era uma ciclista que adorava pedalar pela avenida Paulista e também defensora de espaços para ciclistas, e numa tarde pela via Paulista veio a ser vítima de um atropelamento por um ônibus quando estava pedalando. Na verdade em uma cidade em que pedalar é mais viável que recorrer aos carros, teve uma pessoa do bem que insistiu nessa ideia saudável com o sacrifício da própria vida.
Essa foi a avenida Paulista que vi e conheci naquele dia.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

deixe pra ser


deixe de ser ciumento

deixe de ser invejoso

deixe de ser requintado por crueldade

deixe de ser, e seja...

tome uma atitude e tenha uma identidade

por um mundo bem melhor...inté!

domingo, 24 de maio de 2009

provado para ser aprovado


Tive que fazer uma prova pelo meu trabalho para tentar uma promoção que nem lá iria aumentar muito meu salário mas deveria vir sim alguma melhora.
As matérias se resumiam em matemática, português e conhecimentos profissionais.
Tive que relembrar bastantes coisas como por exemplo: as somas dos dois catetos ao quadrado que é o resultado da hipotenusa (teoremas do tio Pit), ainda que tenha apologéticos matemáticos que juram que usamos a matéria a todo instante pra mim ainda tem que ter iluminação divina para ser intimo com os números e os sinais .
Relembrei também dos "porquês"; por que separado e sem acento nos inícios de frases interrogativas, por quê separado com acento nos finais das frases que tenham algum ponto, porque junto e com acento quando antecedido por artigo e assim por diante. E a crase então, pra que que serve? Achamos matemática também no português.
Quando estamos em prova é difícil darmos cem por cento de nós mesmos, acordei pela manhã, havia dormido muito bem, comi banana para o desjejum e só pensava na prova, ao chegar no local do exame fui acometido de grande nervosismo que me causaram dores de cabeça no final de tudo aquilo.
O resultado da prova só sai no dia 10 do mês que vem, enquanto isso vou descansar minha cabeça de Pitágoras, sujeito indeterminado, sujeito oculto -fenômeno da natureza- é aguentar uma boa prova.

sábado, 16 de maio de 2009


SILÊNCIO!... DEUS ESTA NO CONTROLE.



"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução".
(PROVÉRBIOS 1:7)








terça-feira, 5 de maio de 2009

??????


Alguns com suas teses, outros com suas antíteses mas muitos com sínteses, ou seja, tem muitos que acham ser donos da razão. "Eta vida difícil sô"! Quem fala assim mesmo? Bem regional né?...como tem gente que complica tudo.
Ah...ontem eu assisti o filme daquele homem que lutou contra o "apartheid" em um país que com sua maioria de negros era governado pelos brancos. O camarada ficou mais de vinte anos preso por lutar por um ideal em defesa da dignidade da pessoa humana, independente da cor, raça ou sexo. Foi o primeiro presidente negro da África e ganhou o prêmio Nobel da paz, aquele mesmo que ganhou Madre Teresa de Calcutá, Luther King Jr, entre outros. Já pensou em um político Brasileiro ganhar premio Nobel?...Claro que não é síntese não sou dono da verdade. Eles então...
Valeu Mandiba!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bom Dia!


Esta manhã ela acordou bem. Estava feliz, percebi de imediato pois logo fui recebido com bom dia não falado, mas sim daqueles que vem amarrado de ternura. Logo um abraço...senti o gostoso cheiro capilar. Quando se levantou, já pela percussão emanada por seus calcanhares, já vi que seria dia bom, o geito de caminhar já dizia tudo. Ai veio o café matutino, cantos de pássaros, uma brisinha que passava em ajuda do resfriamento da bebida quente. Um bom bate papo, lembranças passadas, e claro, só as que traziam consigo gozo. Repassamos a nossa agenda para o dia. "Que tal um passeio em meio a natureza?" - não exitei, não deveria haver discordâncias era o dia "D"(sem a guerra é claro). Tudo pronto então lá se foram. Não posso descrever o restante pois ainda não aconteceu devido o registro neste momento mas quem sabe uma epísteme.
Começar o dia bem depende da pessoa amada. Tenha um ótimo dia!

domingo, 26 de abril de 2009

Que a força esteja com você


Desejamos as coisas como elas devem ser, mas quando que sabemos? Viver na mentira é a melhor forma de fugir da verdade, mas o que é a verdade? Para buscar nossos objetivos não precisamos de ninguém, só de nós mesmos. Por que nos importamos tanto com que as pessoas falam? Deus nos deu vida e vontade de lutar. Nas escrituras sagradas não mostra Deus guerreando com o povo de Israel? As pessoas que nos cercam são mero instrumento para nós caminhar-mos, por que ninguém anda só nesta vida, mas a força de conquista esta em cada um de nós. Tenha certeza, você consegue, basta querer.

terça-feira, 21 de abril de 2009

31 anos


Lembro quando comemoraram meu 10° aniversário. Tinha la um bolinho gostoso, meus familiares e os comentário: "Daqui a oito anos fará dezoito". Mas se passaram mais do que isso. A cada ano uma novidade diferente, dificuldades, presentes, resoluções de problemas e alguns ainda não resolvidos e outros que deixem pra lá...
Assim vai se seguindo a vida, é claro que quando se esta com pessoas que você ama muito é bem mais fácil fazer anos, no meu caso estou muito feliz por estar do lado de quem muito gosto que é a Nat e a Tha. Obrigado Deus e feliz aniversário a todos que também o fazem!

sábado, 11 de abril de 2009

Pensamentos que voam...


Hoje pela manhã resolvi cortar o cabelo em um salão perto de casa que sempre vou quando rebeldemente os fios não mais obedecem o pente zelador. Ainda tenho cabelos apesar de reconhecer algumas entradas que fazem a testa aumentar. Creio que alguns fios como não querem ficar brancos com o passar do tempo se suicidam antes de ter que encarar a cor branca.
Cheguei no salão e tive que esperar. Salão para cortar cabelos é lugar de espera, não havia levado nada pra ler, fui imediatamente em direção das revistas mas elas estavam precárias, sem falar que as revistas que ali estavam só falava de moda e mostravam roupas, rostos bonitos, maquiagens em meio da ufania humana. Peguei uma assim mesmo mas no primeiro parágrafo meus pensamentos começaram a voar, não conseguia me concentrar, vinham pensamentos que não tinha nada a ver com o contexto do momento, mas nós, não conseguimos engaiolar nossos pensamentos. Inclusive quem ensina isso é um dos meus escritores favoritos o Rubem Alves. Rubem diz que em diversas conversas sérias seus pensamentos subversivamente iam a lugares que a ética não permitiria jamais. Pelo menos naquele momento.
A dificuldade do pensamento que não permite se engaiolar e graças a Deus pelos pensamentos ingaioláveis, faz ser difícil quando se lê Guimarães Rosa, Nietchzeche e tantos outros autores que merecem uma atenção redobrada.
Mas é muito bom visitar lugares em que escrevemos nossas histórias, mesmo vasculhando as gavetas da memória.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Telmah


Telmah realmente não sabia o que queria, fazia...do que brincava. Brincava?
Depois de tanto tempo andando de um lado para o outro a mando de seu chefe, se viu no centro-capital totalmente absorvida pelos seus pensamentos, quando de súbito fez uma parada desobrigatória. Sim sem obrigação porque ninguém a tinha mandado, já que se via sufocada pelas diretrizes que regem uma sociedade da qual ela fazia parte.
Entrou em um táxi depois de refrescar-se com um suco.
Telmah estava em uma condição que talvez nem o reinventor da humanidade sr. Shakespeare poderia norteá-la naquele dia. Deu para prosear consigo mesma e nem filosofia cursava mas sim Direito que também foi meio que imposto pelo pai.
Ao assumir novamente seu eu sem teu, foi-se a distrair-se com os afazeres diários para poder dizer que éra ocupada. Mais tarde porém após algumas horas de estudo, pensou em desanimar pois se sentia como um automóvel que aceleravam e passavam as marchas como bem entendessem, mas deixou tudo p'ra lá e mesmo sendo tarde, passou em uma locadora de filmes, escolheu um e foi pra casa. Telmah estava no conforto de seu lar, o filme passava mas ela não entendia nada, só o corpo assistia, já seu coração em prosa com o raciocínio debatiam: ser ou não ser...

domingo, 29 de março de 2009

Brincando como gente grande




De manhã fui no parque florestal e vi uma injustiça sem tamanho. Adultos, que aproveitavam a ausência de crianças nas balanças, foram la se divertir jogando as pernas pro alto testando a gravidade e lembrando do tempo de infância, até vir o guarda florestal com sua função de adulto e acabar com a graça daquelas que sabiam que o melhor da vida esta em ser criança. Contesto: balança para adultos já!
De tarde fui a um aniversário infantil e vi tamanha injustiça feita pelo buffet. As crianças la se divertindo no pula-pula, piscina de bolinhas e os adultos do lado de fora babando e claro talvez não confessariam mas duvido que não dariam tudo para poder estar junto com os filhos em meio as bolinhas. Outro dia fui no parque da Mônica e la é permitido brincar junto com as crianças em tudo. O resultado não poderia ser outro, os adultos brincam como crianças.
De noite fui dormir e para isso quis ter paz de criança dormindo...

sábado, 28 de março de 2009

Criaste?




O processo de criação é algo muito difícil. Já faz algum tempo venho acompanhando alguns cronistas, mas como escrever tão bem como eles? Principalmente depois de ler Rubem Alves. Da vontade de desistir de escrever.
No livro "pra viver um grande amor", Vinícius de Moraes comenta sobre os cronistas, e diz que um bom cronista seria aquele que teria a sua disposição pelo menos duas cronicas adiantadas para quando fosse pego de surpresa. Mas que na verdade o cronista de verdade é aquele que gasta metade do seu ordenado pagando táxi para levar sua cronica que foi feito de ultima hora, não por deslecho, mas sim pela questão de que amanhã eu faço, devido aos afazeres atuais.
Hoje grande parte dos jovens não criam, não renovam, não trazem novidades. É claro que temos raras excessões mas hoje somos vítimas de plágios indecentes, que busca transformar a arte em vaidades supérfluas.
Hoje existem programas televisivos em que promovem premios para os melhores inventores e acreditem tem muitas coisas interessante. Quem sabe pelo poder capitalista os jovens comecem a criar. Afinal de contas o que é a arte?

domingo, 22 de março de 2009

Um dia bom!


Ontem foi um dia muito bom. Fomos ao Instituto Butantã. Longe de ver cobras, se bem que foi muito legal re-lembrar os tempos estudantis onde se ia para ver os répteis, fomos porque lembrei que la era um lugar bem arborizado, fato este bem difícil em uma cidade como São Paulo, onde nós vivemos em uma selva de pedras. Levei Mario Quintana para uma possivel leitura devido ao sossego convidativo para um bom aprendizado literário, mas sem chance, a Thalía estava comigo. Ela uma criança de 7 anos só queria fazer suas "arterices" ja que tambem é amante da natureza e se sentia muito feliz por estar ali, e claro, não quis isentar o pai e logo foi propondo a famosa brincadeira pegapega.
Olhamos microscópios, vimos serpente, o animal causador da dor de parto, conhecemos algumas bactérias e registrava-mos tudo em fotografias. Mas claro que nosso mundo não se resumia ali e logo chegou a hora de irmos embora e deixar de lado o ar puro para chegar-mos em casa.
No caminho diante do engarrafamento a Thalía logo disse: Volta papai!... criança sabe o que é bom.

terça-feira, 17 de março de 2009

Qual o problema?


Todo mundo tem problemas. As vezes eles vem recheados e as vezes vem magrinhos mas nunca deixam de vir. Alguns dizem que vem a cavalo. É rápido quando se trata de divulgação. Cada um tem o seu. Não importa se do outro é maior. Na verdade aquele que atingiu a sua carne quando chega pode ser o menor do mundo, é meu, e fica na memória. Tem alguns que já se foram mas ficam nas lembranças e parece aquela musiquinha chata que fica la nas entranhas da nossa mente. Não desaparecem nunca, por mais que já foi superado esta sempre la, e nos lembramos: tempos difíceis aqueles. Alguns são deletados ou ficam guardados na caixinha de problemas mas não gostamos nem de mexer nela. As vezes eles são por dinheiro ou por saúde até mesmo por falta de algo, este motivo é inevitável.
Será que se existisse um botão que ao apertá-lo ele deletaria tudo na nossa memória haveria pessoas virgens do tal botão? Duvido...
Quando eles vem, a força vai junto e toda aquela garra, toda aquela potencialidade se vai (até a soberba), ficamos frágeis, desguarnecidos, não vemos a hora de dormir para vir o outro dia mas na hora da dificuldade até o sono deixa de ser amigo e desaparece.
O pouco que conheço dos seres humanos vejo que a grande maioria não esta do jeito que gostariam que estivessem e também não estão do jeito que Deus gostaria que eles estivessem, ou seja, totalmente desnorteados, por mais feliz que as pessoas possam aparentar elas tem problemas, e se tem problemas logo tem ausência de algo. As vezes quando vejo algumas pessoas fico a perguntar: quais será os problemas deste?
Infelizmente muitas pessoas partem para caminhos ruins em busca do esquecimento.
No dia do aniversário é inevitável o sacramentado voto: felicidades!! - Que assim seja.

quinta-feira, 12 de março de 2009

contos...



Quem falou que este mundo é ruim! só recordar... (Mario de Andrade - Contos Novos)


Sempre tive afinidade pela música, o violão é meu instrumento predileto, li alguém dizendo que Baden Powell ao invés do coração tinha um violão. Achei demais. O violão, um instrumento tão limitado comparado a um piano tem uma vantagem, você tem de encostá-lo no peito para fazer suas cordas vibrarem e sair melodias lindas que são demonstradas em violonistas como Helio Delmiro, Guinga e até mesmo o próprio Baden. Me lembro até hoje minha inicialização é claro que não era pensando em música mas sim na “fama“(coisas da idade). Dizem que no nordeste o camarada pra fugir da roça pode optar por dois caminhos, ou ir para o exército ou ir para o convento e se transformar em padre, assim como aconteceu com Bentinho em Dom Casmurro. Ainda bem que aqui em são Paulo tive outra opção.
O organismo deste instrumento não tem sangue. Mas une-se ao sangue daquele que o toca. A primeira corda, a mais grossa, tem o som do miiiii - misão; a segunda de cima pra baixo, é porque na música é assim, tudo tem regra mas tenho certeza que Coltrane e Milles foram fenômenos por não darem a mínima pra elas, não que eu ache que eles eram subversivos mas que colocavam o que não tinha ao invés do que precisava. Nota lá, corda solta, la vai uma nota pra la de boa, a música é alegre.
Ré pra sair da tristeza, aliás quem é que consegue dirigir um veículo sem estes papagaios eletrônicos que soam música. Assim prosseguindo vem o sol, próxima nota. Sol era um deus antigo na Grécia, foi substituído pelo do-mingo, mas não tem importância não, o dó na escala é quarta de sol, são primos e relacionados formam sons lindos, os tocadores de harpas gregos não os resistiam. Por penúltimo temos um si e não si fali mais nisso... Um mi é repetido mas com um som mais agudo.
No meio do violão um circulo que guarda segredos , composições e tantas e tantas outras coisas, por isso que é um grande amigo... só conta canções.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dez coisas que aprendi...


1. Olhar livros e árvores é bem melhor que ficar olhando "orkut".

2. Pior que a crise economica é a crise que vem rompendo séculos. A emocional e a espiritual.

3. Efêmero é o tempo. amanhã o ontem vai ser ontem de ontem, e hoje vai ser ontem.

4. Precisamos aprender com os olhos para enchergar aquilo que Deus nos deu. A natureza por exemplo.

5. Certamente a música é uma linguagem universal.

6. Ninguém a não ser Deus é dono da verdade. Temos apenas sugestões.

7. O esquecimento serve para deletar aquilo que a memória não amou.

8. Sejamos como as árvores. Elas não são como nós que temos crises de identidade. Enraizadas não ficam correndo atrás do vento mas sabem o que são.

9. Amar é... não ser egoista e não se ufanar.

10. Dois igrediêntes do poder: dinheiro e conhecimento. Prefiro a segunda opção.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

JONAS



Conheci um dia desses alguém com o nome de Jonas. Não pessoalmente por já estar morto mas através de um livro. Conta neste livro que Jonas em um dia daqueles, recebeu uma ligação em seu celular. Era seu pai. Queria que Jonas fosse lecionar em Nínive capital da Assíria (Iraque) de origem semita. Jonas não gostava daquele lugar, dizia haver ali muitos arqueólogos e que ele não se dava com nenhum deles.
Sem exitar saiu logo, e foi a um cruzeiro viajar para Társis, bem longe aonde seu pai tinha sonhado para que seu filho instruísse. Pagou o cruzeiro e foi-se.
Mas algo inesperado aconteceu, veio uma forte tempestade e quando o navio estava preste a ir a pique, marinheiros faziam muitas orações mas Jonas tinha paz de criança dormindo.
O comandante do navio acordou Jonas e perguntou como ele conseguia dormitar diante de tamanha catástrofe. Jonas com peso na consciência por ter desobedecido seu Pai pulou do navio e acabou sendo engolido por uma baleia.
Em um momento de desespero mesmo dentro da baleia orou fervorosamente dizendo que caso saísse dali vivo faria aquilo que seu querido Pai havia dito. Depois do voto o inesperado aconteceu, a baleia e com um ar de enjôo não pensou duas vezes e vomitou o desobediente.
Após o susto seu Pai ligou e determinou que seu filho não se esquecesse daquilo que ele lhe havia dito.
Sendo assim Jonas percorreu a cidade lecionando em Nínive que era uma cidade bem perigosa.
Havia momentos que Jonas ligava para seu Pai furioso dizendo que iria dar cabo da própria vida, pois não concordava com surpresas que ali acontecia e achava que passava tudo aquilo por causa dele.
Seu pai deu-lhe de presente uma planta da qual Jonas gostava muito, principalmente descansar debaixo de sua sombra, mas passado algum tempo a planta morreu por causa de um verme que feriu a planta até esta secar.
Jonas mais uma vez pediu a morte tendo suas crises de depressão, principalmente quando lembrava da planta da qual ele tanto estimava.
Em conversa com seu pai por telefone o mesmo dizia que se ele tinha afeto pela planta quanto mais deveria ter pelas pessoas de Nínive que era tão carente por conhecimento e não sabiam distinguir a mão esquerda da mão direita. Em tempo como estes é importante conhecer a verdade e deixar a verdade nos libertar.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Noite




Demasiadamente cansado la estava nosso herói sem qualquer idéia para debater e desafiar então uma antítese. Pelo horário de verão já era noite, porém, apesar do mau tempo, o céu ainda estava claro, as nuvens formavam um tapete 100% de algodão aglutinados entre si, só não com muita força para segurar as pisadas do sol que tinha seus raios inquietos.
Havia um livro sobre a mesa de Mário Quintana, mas sem qualquer despertar de interesse deixou o livro, pois não conseguiria se concentrar já que na sua cabeça tinha apenas uma máxima: “Ai que preguiça...”
Fulano tinha muita saúde e observava poucas formigas saúvas que carregavam incessantemente algumas folhas não para alimentação instantânea, mas sim após quando lodo virasse. Depois de algum tempo o sono foi inevitável, e num cochilar de meia hora foi o suficiente para sonhar o que seu coração mais queria caso o corpo estivesse disposto a ouví-lo. Sentado em um cantinho segurando um violão, aí sim seu coração batia as dissonâncias do instrumento. Ao acordar Fulano havia amassado a cara por ficar apoiado sobre a mão direita, acordou e viu que as formigas ainda estavam lá e lembrou da sapiência de Salomão nas escrituras: “vai ter com as formigas ó preguiçoso”. Sem exitar foi logo abrindo o livro para espantar a preguiça e continuar sua missão de espera daquela noite.
Quando deu por si estava bem acordado envolvido com o índio amazonense que sempre dizia “aique” (PREGUIÇA- no dialeto indígena), a noite passou sem perceber e quando seu tempo de espera acabou viu que as sauvítas ainda estavam lá, e eram muitas...

sábado, 10 de janeiro de 2009

COMENDO PELOS OUVIDOS


Saber ouvir é muito bom. Somos tentados a falar mais e ouvir menos, aliás esta em extinção aqueles que querem ouvir-nos. Como foi perfeito Deus que em sua criação deixou a boca sem par, privilégio este dado a ouvidos e olhos. Em uma das peças shakespeariana da qual não me lembro um dos seus personagens (que também não lembro o nome) diz que se estivesse três ouvidos deixaria a disposição da parte falante.
Existe uma pequena , porém de grande significância a diferença entre ouvir e escutar. Quem escuta esta ouvindo tudo ao mesmo tempo: os pássaros, o carro que passa, o telefone que toca, tudo ao mesmo tempo; já o ouvinte ele é pessoal, ele é todo ouvidos, realmente tem sua atenção voltada somente para o que lhe fala.
As pessoas sempre tem uma oitiva a ser expressa. Contam tudo ou quase tudo, tem aqueles que querem que você apenas ouça. Tem aqueles que querem palpites, mas, ai de você caso não diga aquilo que ela quer ouvir. Tem aqueles que tudo aquilo que você fala é bom, você assume um tipo de guru, e tudo que fala é decreto.
Convoco as pessoas a ouvirem mais. Conheço pessoas que tem compução por falar e tem opinião formada p'ra tudo. Em um país democrático, onde temos direito a liberdade expressiva, não deveriam permitir este tipo de pessoas na sociedade. Confesso que muitas das vezes estou ouvindo mas meus pensamentos estão longe, mas não tem importância, porque enquanto empresto meus ouvidos para pessoa desabafar, e aliviar a língua, fico a meditar e adiantar algumas filosofias da vida.
Ter censo crítico, questionar, que bom, mas, melhor ainda, para o bem da humanidade é ouvir. Ouçam mais.

domingo, 4 de janeiro de 2009

se eu pudesse, se eu pudesse...

Saudade é algo estranho, dói no peito e faz a cabeça não se concentrar, só se concentra na dor que tanto a faz velejar.

Se eu pudesse voltar não cometeria um monte de erros, mas, que seria eu sem eles?

Uma igreja sem louvadores é igual a um país sem exército.

O cativado é singular para o que cativa apesar de homem comum.

Não calçamos o mesmo nº de sapatos. Somos diferentes.

Quem ama se entrega para aquela que já se entregou por você.

Eis um mandamento Cristão: Olhai as aves do céu...

Manhã de sol. Outro dia. O galo cantou e o profeta arrependido chorou.

Não cai uma folha da árvore se Deus não permitir. As árvores já foram permitidas pelo homen.

Segundo a Tora Deus nos colocará por cabeça e não por cauda. Mas creio também que Ele queira que sejamos ombro dos que choram, abraço dos desabraçados, peito, lágrimas, toque, lábios sorridente...

Alegrei-me quando me disseram...aquele que não ama seu irmão que vê e diz amar a Deus que não o vê, é mentiroso!

Dia de sol os céus tocam em acordes maiores, dias frios os céus tocam acordes menores.

O homen devora uma biblioteca, coleciona sapiência. Gotinha no oceano.

Se eu pudesse, se eu pudesse...

A alma goza quando aprende.

Quando desmascarados somos criança, quando crianças somos reis por termos o reino dos céus.

Aquele dia...ah, aquele dia...quem me dera reviver aquele dia...

Preciso me libertar de uma algema interior, cuja as chaves eu engoli, e permanecem dentro de mim.

Durmo para acordar, morro para viver.

A pecado que nos acompanhará por toda a nossa existência.

Um pedido? Não deixe piorar o que esta ruim.

Tu que me das atenção, faz meu cérebro bater forte, meu coração respirar compulsivamente, minhas mãos transpirar e meus olhos gaguejarem com minha voz a lacrimejar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Estou vendo o mundo


Apesar do ano-novo o mundo ainda insiste em suas particularidades egocêntricas. Não sei como a seca nordestina permanece depois de uma inteligente denuncia feita por Graciliano Ramos em Vidas Secas. É claro que a leitura de livros não vai salvar uma humanidade que clama por pão, justiça e igualdade social, mas tenho certeza que quando lemos tais obras literárias de caráter de integra denúncia, podemos saber um pouco e entendermos a alma sofrida daqueles que estão "fora da realidade e só.. em abandono completo". (Infância).
No mês magnum do consumismo (dezembro) fui abordado por uma pequena que me pedia dinheiro, na verdade ela queria era atenção, compreensão, direito digno de educação, coisas que toda criança gosta mais não sabe se expressar. Dinheiro é que ela não queria, alias daria todo o dinheiro do mundo para ter uma boa casa com chuveiro quente, brinquedos e alimentação, no mundo das crianças o dinheiro é secundário. Os adultos sim se matam por ele. Qual o mundo deixarei para meus filhos? tudo isso depende dos filhos que deixaremos para o mundo...
"o amor do dinheiro é a raiz de todos os males"...(ITim 6.10)
Iniciei esta postagem depois de ler a Veja deste mês, um palestino segurando uma menininha morta com idade aproximadamente de 4 anos. Ao ler a revista vi rostos de espanto e medo cobertos por sangue. Me condoí mas não fiz nada a não ser parar de ler e suplicar a Deus para que tivesse misericórdia pelos inocentes que tentam sobreviver entre escombros e morte. Depois de algumas páginas folheadas tinha matérias dando dicas de como viver bem. Diante de tantas fotos que abrem o apetite dos olhos, que tinha conselhos como bom humor, emoções positivas, passear no parque e outras coisas mais.
Já estava ficando encantado pelo capitalismo egocêntrico confesso, me esquecendo do Oriente médio de alta dor, quando vi que é bem mais cômodo cuidar de nós mesmos. Não tem jeito é a globalização. O que acontece lá no outro lado do mundo ficamos sabendo aqui no Brasil em tempo real. Diferente de antes quando Roma, por exemplo, conquistava e criava seu império as civilizações Maias e Astecas nem sequer tinham idéia do que se passava por lá. Hoje ja não temos desculpas por tanta omissão...

"O juízo dos homens era esquisito. Bem esquisito". (Graciliano Ramos - Infância)