
Nasci no século XX e convivo no século XXI, muitas coisas ou quase tudo se resolve em apenas um "click". Na era da tecnologia em que tudo é visto on-line, é um pouco difícil entender algumas coisas do passado, mas também é bem interessante conhecer culturas ancestrais que nos deixam invejados de vê-los cheio de vida, distante de tantas parafernalhas legais que temos hoje.
Li Grande Sertão: Veredas, e fiquei como qualquer mortal que se lambuza antropofagicamente de Guimarães Rosa, estupefato. O livro escrito em 1956 e dedicado a Ara, sua mulher, nos deixa apreendidos e mesmo diante de um pouco mais de 600 páginas não vemos demora na finalização de um livro tão empolgante.
Riobaldo e Diadorim diante de um amor reservado me fez lembrar da história do rei da Bíblia Davi, que segundo as Escrituras sua alma havia se aglutinado a de Jonatas que eram amigos mais chegados que irmãos.
Umas das coisas que me facionou na leitura é como Riobaldo confessa e deixa de lado as máscaras que tanto ele como todos os seres carregam para interpretar na vida, fazendo que muita coisa não aconteça como que na realidade gostaria-mos que acontecesse. É difícil entender-mos tamanha humanidade em um homem quando vemos apenas com a lente da discriminação, vendo apenas bandos de homens fortemente armados, cheios de sede de justiça e esquecendo que ali também bate um coração. Uma alma como a de Riobaldo é invendável, é impossível na minha humilde opinião que um ser Riobaldo, que mata sua sede vendo e se alegrando com a criação de Deus, não gostando de derramamento de sangue e sentindo o que sentia pelo seu coterrâneo possa ter qualquer influência metafísica maligna, e, mesmo diante da carne egocêntrica, se mostra no alto controle para viver bem nesse "viver que é negocio muito perigoso".
Muitas coisas da pra se falar desta grande obra, mas fica aqui registrado uma gotinha do que vivi, deixando a idéia de um livro convidativo por si só para ouvir uma confissão de amor em meio a um redemoinho - "Muitos momentos."
Li Grande Sertão: Veredas, e fiquei como qualquer mortal que se lambuza antropofagicamente de Guimarães Rosa, estupefato. O livro escrito em 1956 e dedicado a Ara, sua mulher, nos deixa apreendidos e mesmo diante de um pouco mais de 600 páginas não vemos demora na finalização de um livro tão empolgante.
Riobaldo e Diadorim diante de um amor reservado me fez lembrar da história do rei da Bíblia Davi, que segundo as Escrituras sua alma havia se aglutinado a de Jonatas que eram amigos mais chegados que irmãos.
Umas das coisas que me facionou na leitura é como Riobaldo confessa e deixa de lado as máscaras que tanto ele como todos os seres carregam para interpretar na vida, fazendo que muita coisa não aconteça como que na realidade gostaria-mos que acontecesse. É difícil entender-mos tamanha humanidade em um homem quando vemos apenas com a lente da discriminação, vendo apenas bandos de homens fortemente armados, cheios de sede de justiça e esquecendo que ali também bate um coração. Uma alma como a de Riobaldo é invendável, é impossível na minha humilde opinião que um ser Riobaldo, que mata sua sede vendo e se alegrando com a criação de Deus, não gostando de derramamento de sangue e sentindo o que sentia pelo seu coterrâneo possa ter qualquer influência metafísica maligna, e, mesmo diante da carne egocêntrica, se mostra no alto controle para viver bem nesse "viver que é negocio muito perigoso".
Muitas coisas da pra se falar desta grande obra, mas fica aqui registrado uma gotinha do que vivi, deixando a idéia de um livro convidativo por si só para ouvir uma confissão de amor em meio a um redemoinho - "Muitos momentos."
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