segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bem vindo Sol


Depois de dias a frio, viu um raio tímido de sol que despontava no horizonte. Ficou feliz e que não mais suportava aquele frio que tanto praguejava, começou então a colocar sonhos, planos e metas para aquela primavera que dava entrada para as sobremesas de verão. Não sabia se colocava suas intenções em rima ou em ordem alfabética mas sua ansiedade fez tudo ficar embaralhado, apesar de reconhecer tudo o que sempre planejou e buscava a hora que quisesse em sua gaveta cerebral. Pegou sua sacola foi ao mercado e comprou pães, leite e bolachas. Apesar da pressa não quis mais sair do mercado naquele instante que naquele momento tocava uma música que deixava sua alma leve. Jazz era sua preferência mas a bossa nova de Jobim sobre a letra de Vinicius deixou ele totalmente Brazuca.
Quando pela sua casa chegou, ficou feliz em saber que colocaria em desuso a lareira que tanto o acompanhou em suas leituras shakesperianas e também aquelas cobertas. Não gostava de comprar blusa de frio e tinha apenas uma que não tirava do corpo. poderia beber leite gelado, andar descalço e tomar banho demorado sem se preocupar com a hora da saída.
Foi assim então que um dia comum fez um homem muito feliz, pois era a entrada da primavera...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

...


Já tive a sensação de estar no colo de Deus e na verdade de la nunca deveria ter saído
Vi um mundo egoísta, ímpar e deixei me envolver pelo sistema...
Dias foram passando e o almejo pelos planos nunca iam se concretizando, apenas alguns deles, sempre com a ajuda de poucos.
Já dormi orando, pedindo a bênção divina e absoluta, me entristeci por dormir em meio a conversas com o Pai, mas aprendi que um filho também dorme aos braços dEle.
Peso, peso da vida, por que existes...
Já tive a sensação de estar no colo de Deus e não deveria ter saído de la.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Henri Nouwen

Terminei a leitura do livro de Henri intitulado "A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO". Foi um de seus ultimos antes de sua morte. O livro retrata a parábola que Cristo contou narrada pelo Santo Lucas.
Ja havia lido sobre esta obra fantástica de leitura fácil, mas profundo em ensinamentos sobre um Deus não rotulado pelas empresas da fé, numa sociedade capitalista, competitiva e descartável.
Henri fica estupefato depois de ver a obra de Rembrandt que se encontra no museu "Hermitage" na Rússia. Descobre sua persona por incrível que pareça não no pai e nem no filho gastão mas sim no irmão mas velho, dizendo que estava se preparando para ser o filho novo e depois o pai.
Nouwen nos ensina sobre a postura do filho mais velho tão costumas não só nos dias de hoje mas em uma humanidade que tem muitas manhas e manias sempre se dizendo vitima, que faz suas obrigações de honestidade que colabora com suas funções éticas.
A morada com o pai acompanhado de trabalho vira um fardo para o filho mais velho ao invés de ter o prazer de estar numa casa abençoada na presença do pai cheio de amor.
Um livro que mostra a nossa dificuldade de compreender a maravilhosa Graça que fez um Deus pessoal e presente mesmo nos dias atuais, amando um mundo decaído e cheio de si enviando uma criança para que voltássemos a ter a inocência perdida por ouvir rumores deste mundo, para que todo aquele que crê no Messias tenha uma vida eterna com Ele. Qual é a receita para tão grande salvação?
Não é gastar dissolutamente e nem ser super economico, pode ter certeza, mas apenas amar a Deus com toda a suas forças e intelecto e amar o próximo como Ele nos amou.
O desafio é amar como o pai e saber ser amado como o filho.
Leitura obrigatória.

domingo, 9 de agosto de 2009

Sem vontade de nada


Muitas das vezes não vontade de comprar; de sair,
não vontade de comer, de ouvir música,
de ver novas caras, árvores e afins.
Não vontade de beijar, abraçar, cantar.
Não vontade de andar, correr, sentar.
Não vontade de dormir, telefonar ou assistir.
Não vontade de brigar, apaziguar ou até mesmo xingar.
Sem vontade de nada!
Só de relembrar...

sábado, 1 de agosto de 2009

-m@n!a$-


Manias é algo que vem na vida de cada um. Tudo depende do gosto pessoal da cultura que o cerca e de amigos que as sustentam direta e indiretamente por influências.
Ja tive muitas manias, a que eu me lembre começou quando criança a mania de andar de bicicleta, era uma compulsão tão forte que não imagina a vida sem pedaladas, andava dia e noite junto com pessoas que também compartilhavam e alimentavam minha sina.
Tive também manias por skate, andava e investia em tal esporte radical e confesso que era ruim nas manobras porém a mania compussiava fez eu gastar dinheiro e tempo achando que tinha atenção especial por ter essa mania que apesar de tudo era bem legal.
Uma das manias que me acompanham até hoje foi tocar violão...ah, paixão antiga, sempre mexe com a gente...lembro-me de ficar horas abraçado com o violão ou até mesmo com a guitarra para satisfazer a mim mesmo em busca de algo absoluto. Não alcancei é verdade mas ele tem me ajudado a tentar.
Manias nostálgicas e bem divertidas foram partes de fases que marcaram o tempo para mim. É claro que fiz parte dos maníacos por futebol (desastre), bolinhas de gude, figurinhas, gibis. Lembro-me de ser frequentador fiel de lojas de cd's e me acabava de ouvir e comprar CDs's de jazz. Claro que a mania de ouvir surte efeito até hoje e espero que nunca acabe mas ja comprar CD saiu um pouco da moda "manial".
Manias de dvd, orkut, tomar café na padaria, comprar na banca jornal, querer ser o que ja foi, não sair da igreja, tirar fotos, e uma que sou fissurado e não quero largar nunca é ler livros. Uma das manias mais saudáveis que adquiri e pretendo ler o máximo de livros que puder.
A mania traz suas marcas nostálgicas, transforma momentos e nos deixa com uma mania abençoada que é de querer viver apenas sem medo de ser feliz.
"Louco é quem me diz que não é feliz"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Bahia


"E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada".

A minha primeira "turística" nordestina se deu na Bahia, Porto Seguro, não poderia ter sido melhor. Um lugar maravilhoso, um povo cativante e uma cultura de deixar qualquer turista coterrãneo ou não de queixo caido. Amigos meu viajores que souberam da minha programada férias ao verem minha empolgação para uma viagem um pouco mais distante de SP logo insistiram: vá a Porto Seguro, todos devemos começar por la.
No mês de março quando pousei por la o calor foi confundido pela impressão do mormaço que saia pela turbina do avião mas logo me dei conta que alem de estar sem o ar condicionado agora éramos vítimas dos 33° em médias noturno que ali fazia.
Depois de uma boa noite de sono e um ótimo café da manha do hotel (solar do imperador) que tinha maravilhosas baianas vestidas a carater com aquelas saias brancas e uma simpatia imensurável fomos visitar a primeira praia que tinha uma beleza indescritível e carregava o nome que só é possival entender acompanhado da visualização: "ai que lindo!".
Em meio a alguns índios que vendiam seus trabalhos artesanais e uma bela paisagem numa visão panorâmica nunca vi o oceano atlântico tão lindo como vi naquela tarde. O que me surpreendeu ainda também é que até a areia é diferente pra quem esa acostumado somente com santos imaginei estar em algum paraíso que só não era perdido graças a Alvares Cabral.
A culinária que muitos esperimentam ali é o tal do acarajé, eu que já havia esperimentado antes e não tive uma boa resposta estomacal resolvi não encarar de novo. Em uma tarde daquelas vimos também os monumentos históricos que envolveram os jesuítas e naquele local tinha uma roda de capoeira onde baianos mostravam suas gingas em meio a gringo e brasileiros estupefatos pela artimanha cultural brasileira, coisas que só nos temos e muitas das vezes não damos valor e cuidado.
Fizemos muitas coisas, como passeio de chalana, ficamos um dia inteiro no hotel para aproveita-lo também por sem um lugar maravilhoso com uma bela vista, e na volta fomos com saudades e sonhando voltar quem sabe um dia para aproveitar mais essa beleza que fez Cabral viajar.

domingo, 19 de julho de 2009

Li, Grande Sertão: Veredas


Nasci no século XX e convivo no século XXI, muitas coisas ou quase tudo se resolve em apenas um "click". Na era da tecnologia em que tudo é visto on-line, é um pouco difícil entender algumas coisas do passado, mas também é bem interessante conhecer culturas ancestrais que nos deixam invejados de vê-los cheio de vida, distante de tantas parafernalhas legais que temos hoje.
Li Grande Sertão: Veredas, e fiquei como qualquer mortal que se lambuza antropofagicamente de Guimarães Rosa, estupefato. O livro escrito em 1956 e dedicado a Ara, sua mulher, nos deixa apreendidos e mesmo diante de um pouco mais de 600 páginas não vemos demora na finalização de um livro tão empolgante.
Riobaldo e Diadorim diante de um amor reservado me fez lembrar da história do rei da Bíblia Davi, que segundo as Escrituras sua alma havia se aglutinado a de Jonatas que eram amigos mais chegados que irmãos.
Umas das coisas que me facionou na leitura é como Riobaldo confessa e deixa de lado as máscaras que tanto ele como todos os seres carregam para interpretar na vida, fazendo que muita coisa não aconteça como que na realidade gostaria-mos que acontecesse. É difícil entender-mos tamanha humanidade em um homem quando vemos apenas com a lente da discriminação, vendo apenas bandos de homens fortemente armados, cheios de sede de justiça e esquecendo que ali também bate um coração. Uma alma como a de Riobaldo é invendável, é impossível na minha humilde opinião que um ser Riobaldo, que mata sua sede vendo e se alegrando com a criação de Deus, não gostando de derramamento de sangue e sentindo o que sentia pelo seu coterrâneo possa ter qualquer influência metafísica maligna, e, mesmo diante da carne egocêntrica, se mostra no alto controle para viver bem nesse "viver que é negocio muito perigoso".
Muitas coisas da pra se falar desta grande obra, mas fica aqui registrado uma gotinha do que vivi, deixando a idéia de um livro convidativo por si só para ouvir uma confissão de amor em meio a um redemoinho - "Muitos momentos."