
A sala é a mesma, passam das 10h da manhã. Em leitura reflectiva algumas crônicas para não deixar tudo desapercebido. O livro na mão e os pensamentos voam sem mais dar atenção merecida para o conteúdo tão bom que há no livro. Bom? Sim trata-se de Machado, algumas de suas crônicas, e passou então a lembrar de quanto era pecador, lembrava de cada ato que decepcionava seus aprendizados religiosos, como que vivia e não se comformava com algumas leis morais de Deus, sim, não havia em suas mãos nada guardado para apresentar em louvor em suas atitudes.
havia matado um inseto que lutava pela vida, mas sem nenhum respeito pela vida, deu uma grande sapatada naquele pobre bicho que mal sabia o porque da sua maneira santa de viver localizado na terra sua missão que era apenas voar e tirar a paciência das vidas racionais humanas. Teria também cobiçado a biblioteca de seu chefe e imaginava-se lá sentado com as pernas sobre a mesa sendo servido por serviçais seu chá predileto sob a releitura de clássicos, quando ainda concluía este pecado sobreveio não deixando terminar outro pecado que o deixava envergonhado: O furto da revista semanal de seu vizinho. Nunca tinha feito isso mas quando viu a capa tratando sobre a 2° guerra mundial, um tema predileto para ele, amava história, não resistiu, teve uma compulsão carnal, que vergonha logo ele que dizia que dos outros nem uma agulha sequer deveria ser pega. Mas, não resistiu e quando se viu já estava dentro da sua casa folheando uma revista que tinha identificado outro nome que não era o dele... ah, quanta vergonha, pecado e ignomínia. Realmente já dizia as escrituras, se seus olhos forem maus, todo o seu corpo será mau. Voltou em si, já não estava mais sentado e nem tão pouco com o livro em mãos, estava em sua janela larga com vista arborizada e cumprindo um mandamento cristão: Olhando as aves do céu que mesmo sem plantar e colher o Pai que estava nos céus dava provisão. O não pecar daquele momento foi divino.
havia matado um inseto que lutava pela vida, mas sem nenhum respeito pela vida, deu uma grande sapatada naquele pobre bicho que mal sabia o porque da sua maneira santa de viver localizado na terra sua missão que era apenas voar e tirar a paciência das vidas racionais humanas. Teria também cobiçado a biblioteca de seu chefe e imaginava-se lá sentado com as pernas sobre a mesa sendo servido por serviçais seu chá predileto sob a releitura de clássicos, quando ainda concluía este pecado sobreveio não deixando terminar outro pecado que o deixava envergonhado: O furto da revista semanal de seu vizinho. Nunca tinha feito isso mas quando viu a capa tratando sobre a 2° guerra mundial, um tema predileto para ele, amava história, não resistiu, teve uma compulsão carnal, que vergonha logo ele que dizia que dos outros nem uma agulha sequer deveria ser pega. Mas, não resistiu e quando se viu já estava dentro da sua casa folheando uma revista que tinha identificado outro nome que não era o dele... ah, quanta vergonha, pecado e ignomínia. Realmente já dizia as escrituras, se seus olhos forem maus, todo o seu corpo será mau. Voltou em si, já não estava mais sentado e nem tão pouco com o livro em mãos, estava em sua janela larga com vista arborizada e cumprindo um mandamento cristão: Olhando as aves do céu que mesmo sem plantar e colher o Pai que estava nos céus dava provisão. O não pecar daquele momento foi divino.








