
Terminei hoje minha releitura do livro “O PEQUENO PRÍNCIPE”. Para o espanto de todos não é um livro só para crianças. Os franceses que ao contrario dos brasileiros que tem fama de um povo leitor-nato, tem o orgulho de ter neste livro francês um dos volumes mais vendido no mundo, só perde para exemplares da Bíblia Sagrada e “o peregrino”. O autor-escritor do pequeno príncipe Antoine (o nome dele é mais difícil que vocês possam imaginar) foi piloto da 2ª guerra mundial.
O livro conta a história de um principezinho ruivo que morava em um planeta bem pequenininho. O que havia neste planeta? Nada mais que três vulcões, sendo que apenas dois estavam ativos. Tinha uma personagem muito vaidosa e que inquietou vossa alteza, nada mais que uma pequena flor, bem orgulhosa, diga-se de passagem. A empáfia da rosa causou no garoto príncipe uma inquietude tremenda. O garoto viajor resolveu então entrar em uma aventura passeando por vários planetas fazendo-se então chegar a nosso planeta Terra.
É muito legal a forma como ele encontra tais personagens e os aborda. O pequeno que nada tem de tímido nunca desiste de uma pergunta que faz, e acha muito chato o mundo dos adultos que mais se preocupam com os números do que realmente importa. Que é sim o interior. Como diz o próprio autor: “Todas as pessoas grandes foram um dia criança – mas poucas se lembram disso”.
Lembro que quando ouvi com atenção sobre o livro eu estava em Minas Gerais, e isto foi há uns 15 anos. Não dei muita importância, mas a pessoa que escrevia partes do livro das quais não lembro (eis um conselho sábio: nunca confie na memória) me dizia que tinha lido o livro várias vezes e que gostaria de reler diversas vezes também a seus filhos quando tivesse. Tomara que tenha realizado seu sonho de criança e que sua chamada para o mundo adulto não venha abortar esta aspiração. Quando li ainda neste ano o livro, tive também minha experiência vendo como que ele é encantador, e claro, por estar estupefato não me contive e lá fui eu ler de novo este livro que terminei, mas não vejo a hora de ler de novo. Minha filha já esta lendo, e não me contive e presenteei alguns amigos especiais com esta obra. Mas chega de conversa, pois eu gostaria de expressar aqui para vocês a parte que eu mais gosto deste livro. Por favor, leiam, relembrem e quero claro encorajar aqueles que ainda não leram ou cometeram um grande pecado em não reler esta obra. Com vocês o pequeno príncipe:
Capítulo XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidades de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
-É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não te mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração...É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta – feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem eu abriguei com o para–vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... – disse ele.
- Adeus... – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...
Antoine em uma missão no mundo dos adultos morreu aos 44 anos pilotando seu avião de guerra, que caiu ao ser alvejado por disparos de arma de fogo. O responsável pela queda do avião foi um alemão que ao reconhecer o alvo lamentou profundamente à morte do autor do pequeno príncipe. Seu corpo jamais foi encontrado, mas sua obra feita para aqueles que não se esqueceram que um dia foram crianças ainda é um sucesso mundial traduzido em mais de oitenta línguas diferentes.
O livro conta a história de um principezinho ruivo que morava em um planeta bem pequenininho. O que havia neste planeta? Nada mais que três vulcões, sendo que apenas dois estavam ativos. Tinha uma personagem muito vaidosa e que inquietou vossa alteza, nada mais que uma pequena flor, bem orgulhosa, diga-se de passagem. A empáfia da rosa causou no garoto príncipe uma inquietude tremenda. O garoto viajor resolveu então entrar em uma aventura passeando por vários planetas fazendo-se então chegar a nosso planeta Terra.
É muito legal a forma como ele encontra tais personagens e os aborda. O pequeno que nada tem de tímido nunca desiste de uma pergunta que faz, e acha muito chato o mundo dos adultos que mais se preocupam com os números do que realmente importa. Que é sim o interior. Como diz o próprio autor: “Todas as pessoas grandes foram um dia criança – mas poucas se lembram disso”.
Lembro que quando ouvi com atenção sobre o livro eu estava em Minas Gerais, e isto foi há uns 15 anos. Não dei muita importância, mas a pessoa que escrevia partes do livro das quais não lembro (eis um conselho sábio: nunca confie na memória) me dizia que tinha lido o livro várias vezes e que gostaria de reler diversas vezes também a seus filhos quando tivesse. Tomara que tenha realizado seu sonho de criança e que sua chamada para o mundo adulto não venha abortar esta aspiração. Quando li ainda neste ano o livro, tive também minha experiência vendo como que ele é encantador, e claro, por estar estupefato não me contive e lá fui eu ler de novo este livro que terminei, mas não vejo a hora de ler de novo. Minha filha já esta lendo, e não me contive e presenteei alguns amigos especiais com esta obra. Mas chega de conversa, pois eu gostaria de expressar aqui para vocês a parte que eu mais gosto deste livro. Por favor, leiam, relembrem e quero claro encorajar aqueles que ainda não leram ou cometeram um grande pecado em não reler esta obra. Com vocês o pequeno príncipe:
Capítulo XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidades de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
-É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não te mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração...É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta – feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem eu abriguei com o para–vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... – disse ele.
- Adeus... – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...
Antoine em uma missão no mundo dos adultos morreu aos 44 anos pilotando seu avião de guerra, que caiu ao ser alvejado por disparos de arma de fogo. O responsável pela queda do avião foi um alemão que ao reconhecer o alvo lamentou profundamente à morte do autor do pequeno príncipe. Seu corpo jamais foi encontrado, mas sua obra feita para aqueles que não se esqueceram que um dia foram crianças ainda é um sucesso mundial traduzido em mais de oitenta línguas diferentes.
5 comentários:
esse é o texto mais bonito que já li!
ele realmente é encantador e nunca mais tinha pensando nisso...
xeru
Realmente, um exelente livro! Recomendo a todos.
Agradeço a sua participação no meu blog. O texto do livro O Pequeno Príncipe foi uma comovente escolha. Um grande abraço!
Meu lindo Niel eu te agradeço por me indicar essa maravilhosa leitura, esse livro realmente deixa marcas profundas em todos os seus leitores.... uma lição a ser aprendida!!
beijos
Esse livro é o que há. Me lembra muito infância, formaçao de valores, enfim.
Valeu pela visita.
Bjs
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