sábado, 27 de dezembro de 2008

2008...2009...


"Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar...que tudo era p'ra sempre, sem saber, que o p'ra sempre, sempre acaba"...
Gostaria de publicar minhas retrospectivas mas estou em momento introspectivo e sendo assim só quero corrigir os erros para não repeti-los em 2009, mas o que seria de mim sem eles? Realmente tudo tem sua utilidade...Feliz ano novo...que fica depois do carnaval...inté!!
"Nos deram espelhos e vimos um mundo doente" (R.Russo)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Um conto com ponto a mais...

Chiquinho ama Mariazinha, mas Mariazinha as vezes não o entende e como que de propósito faz coisas que Chiquinho não gosta e não tolera apesar de ser coisas relevantes mesmo quando a paciência falta diante de tanto amor.
Chiquinho quando longe de Mariazinha tem uma motonímia que faz com que carregue Mariazinha por onde quer que vá. Até mesmo quando esta pensando em outra coisa esta também aglutinado com Mariazinha. Mariazinha nem curte os mesmos livros que Chico, não gosta das mesmas músicas, não tem a mesma visão política e nem siquer torcem para o mesmo time, mas uma coisa é certa, um sem o outro não valem a pena. Não valem a pena porque a vida que foi escrita sobre os dois é muito rica e podem desperdiçar qualquer coisa menos uma : A vida. Não obstante, é uma vida que não pertence a um mais sim a dois. Quanta falta de compreensão? A moral da estória? Permitam que Rubem Alves respondam: "Se Deus tivesse, na sua mão direita, a verdade toda, e na sua mão esquerda a infinita busca da verdade, sem nunca chegar a ela, e me dissesse: Escolha! eu diria: Dá-me a tua mão esquerda porque a verdade é para tí somente".
Apesar de tudo, de tudo mesmo... não temos a verdade, somente sugestões.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A fila anda??


Hoje em São Paulo existe fila pra tudo, até no banheiro. Em pleno estado de necessidade precisamos ter muita paciência quando se esta em um shopping por exemplo em um fim de semana. No trânsito, para chegar ao destino precisa passar alguns faróis e pegar uma longa fila que batizaram de congestionamento.Fila no mercado, no parque de dirversões, fila pra gestante, para idosos, fila no posto de reabastecimento do carro, enfim fila para todos os gostos. Aqui em casa as vezes tem fila também, fila pro chuveiro, pra internet, pra ver quem fala primeiro...mas uma coisa é certa, quem vive numa cidade agitada como sampa não pode se dar o prazer de não querer enfrentar uma boa fila. Na fila tem seu lado bom também, da pra escutar uma boa música, da pra ler e ninguém vai te interromper, na fila as pessoas se olham mas não se falam, só com raras excessões. Nela as pessoas são incomunicáveis. Você também vai ser surpreendido por vários sons polifónicos dos celulares que tocam tanto, acho que é de tanto nervoso por ver que a fila parece não dar trégua e não ter fim. Dizem que a fila se paga com a vida pois no fim da própria vida deixaremos algum tempo em razão da dita cuja. Hoje saí da fila e me vi em um jardim, é sério, e la tinha beija-flor que bicava sem parar uma bela "frô", e tinha pássaros que não soube distinguir a origem mas estavam felizes. Eu estava em um jardim sentado numa bela cadeira de palha e tinha em mãos um livro. Era "a metarmofose" de Kafka, depois da releitura ainda estava no jardim, e foi um dia muito bom.

sábado, 15 de novembro de 2008

quando...

E quando você lê e nada entende do que estava escrito... mas já se passaram três páginas!
E quando até para ajudar alguém seu ego é massageado quando elogiado por aquilo... e o amar como se não houvesse o amanhã?
E quando um monte de coisa que você gostaria você não consegue de imediato... mas e o valor por aquilo que já tem?
E quando você tem que conviver com uma pessoa que não gosta?
E quando você se vê obrigado a perdoar mais por mandamento Divino a vontade própria?
E quando diz: Perdôo, porém não suporto vê-lo (hipocrisia – somos hipócritas?).
E quando aquele que te fez mal e você perdoa (por mandamento é claro), mas na verdade sente uma gostosa coceguinha quando ele se da mal.
E quando descobrem que quase todo jovem não lê a bíblia e que tem citações suas em diversas maravilhosas obras como: Dostoievski, Shakespeare, Machado de Assis... Sem cultura ou sem Deus?
E quando se vê que cultura e Deus são a mesma coisa porque dEle a por meio dEle foram feitas todas as coisas.
E quando você daria tudo para saber de amigos do passado que você nunca mais viu e nem sabe o paradeiro?
E quando você parece louco? Alias louco não apenas mal compreendido... mas a bem da verdades só gostaria de ter paz...
E quando você descobre que não existe ser humano ruim apenas mal amado?
E quando você vê que não é mais criança e adolescente? Relógio desrespeitoso;
E quando vê que precisa dormir, mas morfeu ausente está.
E quando a pessoa que você mais discute na verdade não é um inimigo e sim a pessoa que você mais ama?
E quando você faz promessa e nunca cumpre? Aliás, algumas horas depois você foi vítima de acometidas amnésias.
E quando você esta com frio, mas coloca blusa e sente calor?
E quando o telefone nunca toca quando você quer, mas dispara quando não quer?
E quando você vê a vida passando em um minuto? E vê que na verdade não amou como deveria, faltaram ainda abraços, chorou quando deveria sorrir, não brincou o suficiente, não deu bola para o que o pequeno príncipe nos ensinou (que só se vê bem com o coração), não vimos nossos filhos crescerem, só lembramos de Jesus quando nos foi viável, quando perdemos muito tempo na zona de conforto, quando descobrimos que a vida é linda, mas também exige sacrifício para ser vivida...
E quando você não conseguiu transmitir que na verdade você é uma boa pessoa ao contrario daquilo que as pessoas pensam?
E quando nos sentimos tristes?... precisando "daquela" atenção... ainda bem que a alegria vem junto com o amanhecer e junto com o amanhecer, também os sonhos...

domingo, 2 de novembro de 2008

status quo


Meu estado natural (status quo – em latim) me faz lembrar que quando jovem em que minhas ambições de conquistar o mundo eram tê-lo na palma de minhas mãos. Minha vontade quando atingia meus 18 anos era com a força do talento conquistar o mundo e subjuga-lo, não algum dia, mas sim imediatamente. Era tentado com minha ascensão pelo poder.
Como ele mesmo diz: “
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”.
Estamos cada vez mais doentes e não damos conta disso. Estamos nos drogando com TV (que mais destrói que distrai), com livros boçais, com internet em sites sem conteúdo e cada vez mais sentindo frio dentro de nós mesmos deixando de lado algo importante que é ser feliz.
Precisamos de uma reforma urgente em nossas vidas:
...É preciso colher as flores de que rezam velhos autores.
È preciso viver com os homens,
É preciso não assassina-los,
É preciso ter mãos pálidas
E anunciar o fim do mundo.
Há... tristeza que vezes nos acompanham, tem gente que diz que esse é um ingrediente que não pode faltar por mais paradoxo que seja. Segundo Vinicius para um bom samba é preciso um pouco de tristeza.
Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo... A grande diferença é que ao invés de uma pedra no caminho Drummond viu poesia.

Deus nos abençõe com paz em nossos corações!

sábado, 25 de outubro de 2008

*music*



Iniciei o gosto pela música aos 15 anos. Quando menor, via pessoas que tocavam em uma igreja na qual eu freqüentava e com meu ouvido primitivo para música não conseguia entender por que o rapaz que tocava a “guitarra” de quatro cordas grossa (contrabaixo), mau se conseguia ouvi-lo, ou seja, queria saber por que ele “dublava” apenas...
Quando atingi os 15, resolvi então tomar coragem e ser um músico de verdade. Fui até um vizinho que vendia seu violão que tinha sido pintado por uma tinta óleo e então arrumei um professor de violão... eu mesmo... na verdade eu quis me enganar estudando métodos do Instituto Nacional Brasileiro e pensei que aprenderia tocar violão por correspondência. Ai que dó daqueles pares que tiveram a mesma “brilhante” idéia. O tempo foi passando e eu fui progredindo com aulas particulares com pessoas de verdade ao invés de desenhos de acordes que já são difíceis com uma pessoa de carne e osso te ensinando, imaginem então uma figura.
Logo depois de comprar uma péssima guitarra “Tonante” lá fui eu me esconder atrás do rock e aprendi o acorde supremo do metal: O bordão (acorde formado pela tônica e a quinta nota da escala musical). Achei que tinha descoberto o mundo. Quando passei desta fase resolvi de forma escondida de meus amigos roqueiros que diziam ser adeptos do estilo pelo resto de suas vidas (alguns hoje ouvem até sertanejo) colocar uma notinha a mais. É verdade resolvi colocar a terça nota, foi aí que comecei a usar destas três notas para tocar Engenheiros do Havaí, Para lamas, Barão e outras coisas mais...
Descobri que assim como existe o sexo masculino e feminino a terça nota de um acorde é quem decide se o tal é o macho ou a fêmea. Parafraseando, quando o acorde é maior a teça é maior e quando menor a teça por sua vez também é menor. Só tem um acorde que não tem isso: É o chamado “sus4”. Esta harmonia pode ser aplicada entre maior e menor, assim como o do rock, o bordão.
Passado algum tempo fui ficando velho e aquele que delirava com o acorde formado com tônica e quinta distorcida passou a usar agora a7ª nota quando também com a ajuda da 9ª. Veio então a vontade de tocar bossa nova e fui então mergulhar em Tom Jobim, que máximo.
Minhas experiências musicais tiveram fim quando resolvi tocar jazz. No jazz podem-se usar todos os acordes aqui mencionados, até o bordão. A tríade de tônica, terça e quinta passam a ser tônica, 7ª e 9ª. E quando resolver fazer solos de improvisação tem uma escala para cada acorde, diferente do blues que em cima da base você pode ficar horas na mesma escala em diferentes acordes, o rock então nem se fala. Tive que parar por aqui, pois não consegui acompanhar esta linguajem jazzística em que os instrumentos conversam entre si levando o ouvinte as mais intensas emoções. Há... Milles Davis; quem o superará?
O difícil para mim é que quero colocar a música dentro de mim enquanto músicos do calibre de Davis, Coltrane, Helio Delmiro já têm a música dentro de si, tendo apenas que ter o instrumento para mostrar este dom maravilhoso que é a música.
Música. Use e abuse!

domingo, 5 de outubro de 2008

O pão

Todo mundo tem um caso de amor com pães. Não importa se é italiano, francês, ou de qualquer procedência, o que importa é que o pão encanta, alimenta e deixa qualquer um feliz da vida. Aliás, não deveríamos dizer vou à padaria, mas sim vou a pão-daria. Pena que nem todos têm esta visão fantástica que é o pão. Já ouvi até mesmo uma moça elogiar um rapaz dizendo: “Que pão”. Os gostos por ele são dos mais variados: “moreninho”, “os cascudos, por favor”, “bem clarinhos”, assim pede o freguês com saliva na boca aguardando a atendente do padejo.
O próprio Dostoievski reconhece este deleite quando ao prefaciar seu famoso romance “Os irmãos karamazovi” inicia com o texto das escrituras:
“Em verdade, em verdade vos digo: a semente de trigo, caída na terra, se não morrer, ficará infecunda, mas, se morrer, produzirá muitos frutos.” (João 12.24)
A bíblia mostra que a popularidade de Jesus aumentou em uma proporção bem maior quando Ele depois de abençoar cinco pães e dois peixinhos da início ao famoso milagre: A multiplicação dos pães. Se bem que o milagre maior foi um rapazinho que se encontrava no meio da aglomeração dividir o pão, ninguém quer reparti-lo, e isso é triste pois o pão que não é compartilhado perde sua essência, e não obstante, seu sabor.
Jesus falou também mais tarde do pão. Já havia multiplicado a hóstia por duas vezes. Este milagre que não pode ficar em uníssono teve que ter os bis a pedido da platéia judaica. Ficou tão famoso que é o único milagre na bíblia inteira que consta nos quatros evangelhos. Ou seja, nenhum se rendeu a esta delícia e teve que constar, pois onde a pão, ali a alegria.
Jesus ao ser tentado foi lhe oferecido o que tem de melhor nesta terra: O pão! Transforme esta pedra em pão! Ah... que tentação. Mas preferiu esperar e depois de algum tempo fez uma declaração sabendo como é maravilhoso este alimento, vejamos:
“Disse Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome...” (João 6:35)
Passado algum tempo as pessoas começaram a abandoná-lo, pois queriam que o reino de Deus fosse fundado aqui na terra e aliviaria o sofrimento que era imposto pelo império Romano. Mas Cristo sempre deixou claro que seu reino era espiritual e que no céu haveria o maná, o pão dos anjos. Que pena que não esperaram para tal. Mas mesmo apresentando um reino espiritual, Jesus mostra a importância da matéria também, e diz que todo aquele que comer do pão que é entregue na eucaristia, estará simbolicamente comendo seu corpo, lembrando de seu sacrifício pela humanidade.
Em seu sofrimento na cruz não lhe deram pão, logo ele que nunca havia negado para ninguém. Foi morto só por que quis dar o sustento da vida para a humanidade, como esta história é cíclica nos mostra que até hoje não podemos ter o pão de ninguém, pois a vaidade não permite a nenhuma pessoa reparti-lo, fazendo que nós deslembremos de partilhar como aprendemos com o filho de Deus.
A história bíblica tem um final feliz que se chama terceiro dia. Antes de subir aos céus após sua ressurreição, o Cristo aparece para alguns dos discípulos junto a um mar que se chamava Tiberíades na Galiléia, e, após ser reconhecido não podia faltar, claro, o bendito. O evangelho de João relata: “Veio Jesus e tomou o pão...”.
Que pena que naquela época não existia chapa quente.

domingo, 28 de setembro de 2008

"Um artista é aquele que percebe mais que seus companheiros, e que registra mais do que vê.” (Edward Gordan Craig)



Escrever liberta. É como a verdade. Pseudônimos são válidos, talvez aquilo que gostaríamos de ser e não somos fica registrado no papel para podermos libertar aquele ser que em nós estava preso.
Quando registro, mostro um lado que com palavras alguma poderia dizer. Sinceramente, ou seja, sem cera, pois esta palavra nos diz que temos que estar sem máscaras, como que baseado na antiguidade quando os convidados de um baile à fantasia ao ressoar do sino que aponta meia-noite, as pessoas teriam que tirar suas máscaras que eram feitas de cera para então surgir ai a revelação. O problema é que são poucos os que estão dispostos a desmascarar-se estão até hoje protelando o bater dos sinos da meia-noite. Muito embora elas preservem a verdade sempre vai haver aquele calabouço no mais profundo do ser e lá tem as criaturas mais terríveis que nunca foram libertas, pois insistem em manter uma postura que ela mesma fez de si, impondo algo que quando a pessoa não suporta, pois por incrível que pareça tem pessoas que não se suportam tanto que aí parte para algo muito infeliz que é a enganação de si mesma. Não é aquilo que ela é. É um ser que não serve, pois não é ela, e então, passa a se alto anestesiar com drogas, bebidas e tantas e tantas outras coisas que faz com que não pensamos em nós mesmos e fiquemos lá em outro lugar menos naquele que deveria ser o nosso espaço.
Compartilhar de verdade aquilo que você sente muitas das vezes é complicado. Por que é bom você ouvir aquilo que você quer ouvir, apesar de que o crescimento vai vir daquilo que você nunca ouviu ou até mesmo daquilo que você não queria ouvir. Ainda bem que o papel sempre nos ouve...
Por gostar de escrever muitas pessoas se espantam e logo vão dizendo:
-Não sabia que você gostava de escrever.
-Nossa! Nunca podia imaginar isto de você... É verdade, as coisas que saem da nossa cabeça nem sei por que são assim. Mas é “assimqfunciona”, pois “as coisas são assim”. Vai saindo, mas o que importa na verdade é que quando escrevo estou me conhecendo, estou colando a todos uns eus que muitos pensavam não ser eu, mas desde já digo que a subjetividade também assusta até mesmo os mais íntimos de si mesmo... Escrevendo e dizendo aquilo que sai das vísceras. Vou-me... Inté!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma imperiosa necessidade da THÁ


Clonaram a Dolly é verdade. É verdade também que a ciência não foi tão avançada assim, já que uma infertilidade comprovada mostrou que dos 270 ovos, apenas 09 induziram a gravidez e apenas um sobreviveu. A ovelhinha que morreu aos seis anos de idade prematuramente (uma ovelha vive de 11 à 12 anos) aos cinco já demonstrava gagazices, ou seja, atitudes associadas à velhice. A coitadinha para não sofrer foi abatida em Fevereiro de 2003. Seu nome na verdade é uma referencia a atriz Dolly Parton pop star do country americano.
Você acredita que o cloneiro Dolliano quis clonar a Gisele Buntchen? É verdade... se esta moda pega...
Aliás, se eu pudesse clonar alguém clonaria a Thalía. Não por que eu não possa mais ter filhos, mas sim por que o mundo precisa de mais “thalías”, criança como outras, que não é qualquer, pois das tais são o reino de Deus, lembram? Não obstante, thalía tem cheiro de alegria, uma bailarina que adora bailar fazendo qualquer adulto perdido em seu formalismo babar para um ato em que a liberdade da dança mostra como temos mais para aprender com elas, é as crianças thalías, thalías por si só, digo, felizes por si só, pela natureza por ser criadas por Deus assim como o menino Jesus que crescia em sabedoria, estatura e graça diante do Criador e dos homens, assim é meu desejo para as crianças, são elas, príncipes e princesas da qual um rei ofereceu o milésimo gol, aquelas na qual o Cristo disse que para aceitar seus ensinamentos teriam que ser como thalía, digo, crianças, que amam a natureza, gostam das thalías, digo, flores. Com a Thalía, me curo dos males da vida. Thá – rria, pois assim thá-linda...
Ao acordar thalía já dispara e começa a falar, falar, falar... Não deixa de contar nada do que aconteceu em seus sonhos, tantos reais como daqueles que vem quando estamos dormindo, como aqueles por exemplo em que se sonha colhendo estrelas, Thalía se prepara para brincar depois que levanta e num dia cheio de thalía, digo, alegria, começa seu dia cativando amizade, carinho, cuidado e dança, por que sem dança não há thalía, digo, alegria. Quer vida melhor? Os adultos só se importam com os números já dizia o pequeno príncipe. Mas quem vive como uma thalía, digo... uma criança feliz, sabe que só se vê bem com o coração... Obrigado Tha por me fazer tão feliz e ver que sou um adulto que um dia foi criança, te amo de uma forma indescritível, portanto deixo aqui meu registro a ti: S2.

Ah... Antes que eu me esqueça, o anho esta em um museu na Escócia local de seu nascimento, e esta do mesmo jeitinho... Empalhada é claro.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

@$% Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...#&%


Terminei hoje minha releitura do livro “O PEQUENO PRÍNCIPE”. Para o espanto de todos não é um livro só para crianças. Os franceses que ao contrario dos brasileiros que tem fama de um povo leitor-nato, tem o orgulho de ter neste livro francês um dos volumes mais vendido no mundo, só perde para exemplares da Bíblia Sagrada e “o peregrino”. O autor-escritor do pequeno príncipe Antoine (o nome dele é mais difícil que vocês possam imaginar) foi piloto da 2ª guerra mundial.
O livro conta a história de um principezinho ruivo que morava em um planeta bem pequenininho. O que havia neste planeta? Nada mais que três vulcões, sendo que apenas dois estavam ativos. Tinha uma personagem muito vaidosa e que inquietou vossa alteza, nada mais que uma pequena flor, bem orgulhosa, diga-se de passagem. A empáfia da rosa causou no garoto príncipe uma inquietude tremenda. O garoto viajor resolveu então entrar em uma aventura passeando por vários planetas fazendo-se então chegar a nosso planeta Terra.
É muito legal a forma como ele encontra tais personagens e os aborda. O pequeno que nada tem de tímido nunca desiste de uma pergunta que faz, e acha muito chato o mundo dos adultos que mais se preocupam com os números do que realmente importa. Que é sim o interior. Como diz o próprio autor: “Todas as pessoas grandes foram um dia criança – mas poucas se lembram disso”.
Lembro que quando ouvi com atenção sobre o livro eu estava em Minas Gerais, e isto foi há uns 15 anos. Não dei muita importância, mas a pessoa que escrevia partes do livro das quais não lembro (eis um conselho sábio: nunca confie na memória) me dizia que tinha lido o livro várias vezes e que gostaria de reler diversas vezes também a seus filhos quando tivesse. Tomara que tenha realizado seu sonho de criança e que sua chamada para o mundo adulto não venha abortar esta aspiração. Quando li ainda neste ano o livro, tive também minha experiência vendo como que ele é encantador, e claro, por estar estupefato não me contive e lá fui eu ler de novo este livro que terminei, mas não vejo a hora de ler de novo. Minha filha já esta lendo, e não me contive e presenteei alguns amigos especiais com esta obra. Mas chega de conversa, pois eu gostaria de expressar aqui para vocês a parte que eu mais gosto deste livro. Por favor, leiam, relembrem e quero claro encorajar aqueles que ainda não leram ou cometeram um grande pecado em não reler esta obra. Com vocês o pequeno príncipe:
Capítulo XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidades de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
-É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não te mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração...É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta – feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem eu abriguei com o para–vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... – disse ele.
- Adeus... – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...

Antoine em uma missão no mundo dos adultos morreu aos 44 anos pilotando seu avião de guerra, que caiu ao ser alvejado por disparos de arma de fogo. O responsável pela queda do avião foi um alemão que ao reconhecer o alvo lamentou profundamente à morte do autor do pequeno príncipe. Seu corpo jamais foi encontrado, mas sua obra feita para aqueles que não se esqueceram que um dia foram crianças ainda é um sucesso mundial traduzido em mais de oitenta línguas diferentes.

*RELEITURAS*



"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Quando as pessoas temem o 'governo', isso é tirania. Quando o 'governo' teme as pessoas, isso é liberdade." (Thomas Jefferson)


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
Muito embora a Constituição Federal nos reserve o direito à vida e a liberdade, nós sofremos uma tendência exagerada no que se diz respeito a estarmos dentro de uma caverna assim como no mito de Platão. A maior prisão não é feita de muralhas de concreto, mas sim aquelas que possuímos no intimo do ser. Um sistema que nos escraviza ditando regras maquiadas de uma forma visada para o bem de todos quando que na verdade sempre beneficia a elite e deixa os pobres cada vez mais ralé. Lembra quantos anos de estudos passamos dentro de uma sala de aula apenas olhando para a nuca de nossos colegas de classe? Controle de massa. Como soldados que enfileirados ficam olhando para a nuca do seu companheiro de uma forma hierárquica e rígida quando lhe foi imposto em seu pensamento um tal de patriotismo que defende os direitos do estado com o sacrifício da própria vida. E o que dizer da Igreja católica que esteve no poder por mil anos deixando seus fiéis longe do conhecimento tanto das escrituras como daqueles que escreviam a respeito dela. Na verdade a navegação da Internet, a copa do mundo vista em uma TV, faz com que todos fiquem “um só coração” e tem como ópio da alma para alívio imediato do sofrimento. As escolas que viraram depósito infantil tem um método de ensino medíocre, e as ajudas governamentais são implantadas para suplantar a causa real da vida aqui neste mundo onde todos têm por direito a moradia, estudos eficientes, alimentação, saneamento básico, etc. Não é isto que nossa lei MOR nos garante?
Como é fácil manipular a massa com BBB, programa humorístico chulos, sites de relacionamentos contendo tantas besteiras. Fica então de lado a busca por um conhecimento mais complexo, equilibrado, que só é possível nos livros. Como diz a própria BÍBLIA: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Precisamos formar jovens pensadores que saibam questionar, votar certo, pois não só são ruins os políticos, mas sim piores são os eleitores que com suas permissões os colocam no poder. Sejamos honestos com nós mesmo. Corrupção? E os dvd’s piratas nas prateleiras? E a água que esta a nossa disposição desperdiçada no local de trabalho? E o celular que é recarregado no trabalho sem a permissão do chefe? Exagero...? Não...
CORRUPÇÃO...será que isto tem jeito em nosso país? Prefiro acreditar que sim. Sou otimista? Não muito... Prefiro confiar que sou esperançoso, aliás, falando em Brasil, deveria ser prioridade nacional sim a Amazônia e o Rio de Janeiro, pois estes dois necessitam de socorro de uma Constituição usada com demagogia, ferindo fortemente os artigos em defesa da vida, e da dignidade da pessoa humana.

"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."
(Madre Tereza de Calcutá)
"Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro".
(Juscelino Kubitschek)
"A força de uma nação deriva da integridade do lar".
(Confucius)


quarta-feira, 30 de julho de 2008

TE DEUM


Talvez eu esteja mesmo obcecado por livros. Bom pelo menos foi isto que a Natalia disse. Estou com alguns na minha estante que ainda não li e continuo comprando os que me chamam a atenção, sem contar aqueles do qual eu já li no mínimo quatro vezes. O que seria de mim sem as releituras... Já fui obcecado por gibis na infância, bicicleta, futebol e CDS também, cheguei a contabilizar 500, não faltavam as cópias dos importados que eu tratava de arrumar com amigos músicos. Estilos? Não muito variáveis, iam do jazz à bossa nova. Músicos como Pat Metheny que me faziam rejubilar com seus solos aveludados. Amava também os solos de Milles Davis, se tivesse três ouvidos deixá-los-ia a disposição daquele trompetista que sem duvida é único. Alias o jazz e a bossa-nova é uma combinação perfeita quando craseados. Já fui também obcecado por atacar as cordas do violão e da guitarra, horas e horas para impressionar alguém que me visse tocando, e também é claro, por ser ópio para minha alma.
Mas para não perder a fama, fui a uma livraria esta semana no Center Norte a procura do livro do Bonhoeffer, mas ao me deparar com alguns do Rubem Alves logo me dei o trabalho de ler ali mesmo um dos seus. Sentei-me no chão acarpetado da loja e viajei bem ali, nas estórias do Alves, que segundo ele, as idéias lhes aparecem como pássaros e ele se faz então um fotógrafo, e fotografa o que vê com as palavras. Quando dei por mim já estava na hora de ir embora e dei cabo da missão D. Bonhoeffer, mesmo por que, só seria possível um livro seu por encomenda segundo o atendente. Fui-me embora e lembrei no caminho que meu irmão tinha comentado que estava com um livro do pastor luterano em sua casa, parti então apressado em busca do alemão. Realmente foi o que aconteceu ele tinha a obra e não pensou duas vezes em me emprestar garantindo que eu gostaria muito do volume. Deus seja louvado!
Bonhoeffer foi pastor e teólogo luterano, em 1918 seu irmão Walter sofreu ferimentos devido à guerra, vindo a falecer pouco depois. A morte do irmão trouxe muita consternação para sua mãe que passado três anos entregou a ele a mesma Bíblia que seu irmão Walter havia ganhado em 1914. Bonhoeffer então passou a usá-la pelo resto da sua vida tanto em suas meditações bíblicas e nas reuniões cristãs.
Foi mentor de um movimento que se chamou “Declaração de Bremen”, o qual se iniciou em 1934. Com este movimento o ministro Dietrich reuniu diversos pastores a desafiarem o nazismo rejeitando-o.
Seu lema era: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado é o nosso único Salvador".
Ele também chegou a tramar a morte de Hitler dizendo: "É melhor fazer um mal do que ser mal".
Quando preso pelo regime nazista escreveu em um domingo de Páscoa a seus pais em abril de 1943 dizendo:
“Continuo bem, estou com saúde, todo dia posso ficar meia hora ao ar livre; esqueço ás vezes por um breve lapso de tempo onde me encontro de verdade. Estou sendo bem tratado, leio muito, além do jornal e de romances, sobretudo a Bíblia”.
Dietrich Bonhoeffer quando ainda preso sob a acusação de ajudar judeus a fugirem para a Suíça, foi enforcado em 9 de abril de 1945, pouco tempo antes do suicídio de Hitler. Junto com ele também foram enforcados seu irmão Klaus, e cunhados Hans Von Dohnayi e Rudiger Shleicher.
Este herói escreveu muitas cartas na prisão, seu martírio é considerado um tesouro aos cristãos e tem um memorial em sua homenagem na cidade de Wroclaw na Polônia.
TE DEUM!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Secularização??



“Bastantes vezes a aparência externa carece de valor. Sempre enganado tem sido o mundo pelos ornamentos”. (Bassânio – Shakespeare, O mercador de Veneza).

Esta existindo uma secularização ampla de minha parte, não se sabe o porquê, mas vi que estava cético ao meu ponto de vista. Estive esta semana no zoológico e depois de ver alguns animais como tigre, leão, macacos de vários tipos, algumas palavras como vida e criação de Deus, tomaram formas corpóreas em minha imaginação me deixando estupefato e muito perplexo, haja vista que ultimamente tenho me relacionado tanto com o materialismo e acabei esquecendo como muito dos seres humanos da busca pelo “Absoluto”. Nos dias em que cada vez mais ficamos dependentes da tecnologia que é como a misericórdia divina - se renova a cada manhã – fica difícil absorver o sermão de Santo Agostinho que nos conscientizava da nossa dupla cidadania estando nós na cidade dos homens aguardando a eternal mansão que é a cidade de Deus.
Estava com as duas mãos tomadas pelo volante guiando meu veículo, mas os pensamentos livres começaram a brotar no que eu ficava me concentrando ultimamente além do trabalho, dirigir (meus percursos variam entre 45 á 55 km diários), ler, etc. Comecei a fazer uma lista dos últimos livros em que eu havia lido e logo me vieram na memória os livros de romance (principalmente os machadianos), contos e teatro. É impossível falar de teatro sem mencionar Shakespeare. Assim como hidrogêneo e oxigênio estão para a água assim também este Shakespeare está para a obra teatral.
Aprendi com ele que não sou um e.t. e que por mais complexo que possa ser minhas crises internas que se dá por meu existencialismo a vaidade me torna um ser humano como qualquer um, cheio de crises.
Macbeth, peça shekesperiana que foi escrita por volta de 1605 e 1606 me mostrou que o drama do poder, traição da culpa e cobiça que um dia só não bateu na minha porta, mas também faz parte das taras carnais e já dizia as Escrituras Deus falando a Caim: ... ”Eis que o pecado bate a porta, mas a ti cumpre dominá-lo”.
Já com Otelo, monumento histórico do ciúme, Shakespeare perscruta e descobre mais um substantivo abstrato nos porões da alma humana, O mouro militar de Veneza até parece ter copiado muitos de meus despeitos!
E o que dizer então de Hamlet que nos questiona a pergunta x da questão:
“Ser ou não ser? Eis a questão”.
O cobiçoso Ricardo III (governou a Inglaterra de 1483 – 1485) mostra o que o homem é capaz de fazer com mentiras e intrigas, tudo por poderes políticos.
E o poder da palavra em Júlio César, peça esta que eternizou a frase:
“até tu Brutus”...
Henrique V o monarca inglês que tenta impor paz interna sobre a Inglaterra e autoridade a monarquia. Participa da batalha que é chamada de Guerra dos cem anos (que na verdade duraram 116 anos) que ocorreu entre 1337 – 1453.
Outra tragédia que também serviu de escola para mim foi “O rei Lear” que põe em questão se verdadeiramente as pessoas que nos cercam realmente nos amam ou são somente adeptos da barganha e do egoísmo interesseiro.
“O amor esfria, a amizade se rompe, os irmãos se dividem. Na cidade, revoltas, nos campos, discórdia; nos palácios traição; e se arrebentam os laços entre pais e filhos.” (Rei lear)
Como aprendi com este dramaturgo, que me expôs através de seu palco as minhas imperfeições trancafiadas no porão obscuro de meu ser. Descobri que suas peças também são espirituosas e bem atuais.
Espero não me esquecer de que sou composto por uma tricotomia (corpo, alma e espírito), e lembrar que carece sim uma atenção maior para esta. Já a secularização, é bom deixarmos um pouquinho de lado, priorizando a cidade de Deus, por estarmos já tão familiarizados com a cidade dos homens.

“O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”. (Provérbios 1:7)

“Vaidade de vaidade, diz o Pregador, vaidade de vaidade, tudo é vaidade”. (Provérbios 1:2)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Velejo na maionese

Dei-me por mim já estava acordado, óbvio. Levantei com fé é claro sem me questionar se conseguiria ou não. Já dizia o filósofo dinamarquês Soren kierkegaard: “Quem fala que não toma decisão, já tomou”. E assim prossegui para mais um dia. Fui até a janela e me deparei com o sol que acabara de render a lua que se encontrava em atalaia desde ás 06h00 de ontem. E, diga-se de passagem, na noite de ontem reparei que ela estava grávida. Ou engordou um pouquinho? Bom, sei lá também, coisas da minha cabeça. Basta dizer que ela estava cheia mesmo. Assim soa melhor. Mas uma coisa é certa, deve ser muito bom ser lua em noite de luar. Prossigamos...
Já com um capuccino preparado e quente em mãos me sentei no sofá e me perdi em meus pensamentos, alguns eu nem me lembro agora outros tinham a ver com as coisas do dia-a-dia: dinheiro, saúde, sair para lavar o carro, etc.
Mas claro, lembrei de filtrar todos eles e minuciosamente fui perscrutando meu próprio eu, é interessante isto por que o pensamento torna-se ações, as ações tornam-se hábitos, os hábitos em caráter que por sua vez se tornará seu destino. E quantos na história se perderam por dar início ao um simples aforismo infame.
Gosto dos livros por serem bons amigos e me ajudam a exercitar o cérebro para ter também boas memórias e bons pensamentos (não se esqueça o cérebro também é um músculo e precisa ser exercitado). Freud falava que não lia somente livros da moda em sua época e que sim o importante era se o livro estava sendo a ele um bom companheiro. Aderi sua opinião levando em conta o dito popular que diz: “Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és”. Sendo assim sim. Veja só:
“Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim - embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e política para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as coisas a fraseologia, a casca, a ornamentação (...)”.
Eis ai uma frase machadiana. Claro que não devemos levar a vida como o finado Brás Cubas de forma leviana, mas não me prendo mais no passado, o pensamento célere e em velocidade da luz nos acomete de tristezas ou então de coisas fúteis que só nos deixará assim, na bagatela, sem andar sem voltar já que não podemos fazer nada para alterá-los, perdemos tempo e ficamos presos por um simples refletir que muito provável terá toda uma influência em nosso caráter nos próximos amanheceres.
O pensamento, o adágio, o aforismo, não importa o adjetivo, o que importa de verdade é que nossos pensamentos expressados através das palavras se transformem em atitudes libertadoras tanto de nós mesmos quanto do próximo. Tome uma atitude, ainda há tempo!
“Eis os segredos dos fortes: Ser aliado da vida”. (Nietzsche)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Assim falou o pai do existencialismo...


Existem três esferas da existência: A estética, a ética e a religiosa.
(Soren Kierkegaard)

Assisti ao filme A festa de Babette de Gabriel Axel. O filme narra uma comunidade protestante/luterana que conta a estória de duas irmãs pietistas filhas de um pastor responsável pelas reuniões religiosas no vilarejo. A vida destas duas irmãs nunca mais é a mesma depois que chegou em suas residência a generosa Babette. Além da fome que tive podendo ser comparada a de Esaú, já que Babette era uma renomeada cozinheira, lembrei também do filósofo Kierkegaard. A cena do filme se desenrola depois de 1971 é um período mais tardio da época do filósofo que morreu em Novembro de 1955, mas por ser na Jutlândia (País do clã de Kierkegaard) foram inevitáveis as memórias póstumas.
Do ponto de vista estético não fica difícil imaginar-mos o nosso mundo que nos rodeia. Quando não somos nós, vemos pessoas e mais pessoas satisfazendo suas vontades próprias baseando-se no imediatismo, é a turma do micro-ondas, basta à imaginação se unir com a vontade e pronto. Não importa quem afete ou se irá trazer danos no amanhã, o importante é a diversão eficaz máxima do prazer instantâneo. Ou seja, seus projetos se atrelam em receitas de miojo. O imediatismo, aliás, é o que tem feito jovens ou adolescentes ficarem grávidas sem preparo algum. O imediatismo tem feito pessoas a usarem o cartão de credito como remédio depressivo se afundando cada vez mais comprando o que não precisa com o dinheiro que se não tem. E o que falar então da ação imediatista de Afrodite que foi se intrometer onde não havia sido chamada e acabou tomando uma flechada. Atos impensados. Fruto do imediato...
Chama-me a atenção nas Escrituras Sagradas, quando YAHWÉH chama o patriarca Abrão para uma terra que ele não conhecia, dizendo que lhe daria tal terra por possessão e que faria dele uma infinita nação. Pois é, Deus hiperbolicamente falando manda que ele conte as estrelas do céu dizendo que tal número seria sua descendência. Com certeza o pra já de Abrão que depois o Senhor passou a chamar de Abraão não podia vir à tona. Sua mulher espera noventa anos para ter o primeiro filho que ao crescer se casa e descobre que sua mulher era estéril. Bom também se fosse o homem estéril não dava para saber já que a medicina da época não era tão avançada, as pobres mulheres teriam que pagar o pato, infelizmente. O neto de Abraão Jacó ou Israel trabalha por quatorze anos para seu futuro sogro visando obter a mão de sua amada, e descobre então que a moça também era infértil. Ainda bem que Abraão não foi estético a ponto de não saber esperar por que através da sua descendência veio o Cristo.
Agora veja bem, se você consegue fazer seus atos e vontades respeitando a forma do dever, ou seja, como diz nos evangelhos: construir sua casa sobre a rocha levando em conta que tal casa é sua personalidade, você tem sido uma pessoa ética, que respeita o consenso. O ético admite que o errar é humano.
Se o ético reconhece que suas atitudes errôneas inevitáveis são faltas de conformidades com a lei moral de Deus, e então passa a ter a necessidade de arrependimento, sendo assim ele pula para o estádio religioso, pois só através da morte do Cristo é que temos remissão por nossos pecados.
Aos céticos, niilistas e amantes da filosofia fica aqui exposto o comentário de Charles Lê Blanc a respeito de Soren: "Kierkegaard lembrou que a Grécia não é a única fonte de nossa sabedoria e que ao lado de Atenas, se ergue magnífica, a Jerusalém de ouro".
Religiosidade não. Haja vista que foi somente com estes que Cristo teve problema. Mas o religar-se a Deus é algo que precisa ser feito por todos, visando um mundo melhor, não obstante, se não formos fido, Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a Si mesmo.
Soli Deo glórie!

domingo, 13 de julho de 2008

"frases feitas para cucas frescas"


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"Outros deuses eram fortes; mas Tu fraco tinhas de ser;
A caminho do trono cavalgaram, mas Tu tropeçaste ali;
Nossas feridas apenas Deus pode entender,
E nenhum deus tem ferimentos além de Ti".
(Edward Shillito)

"Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo tem de passar".
(George Hebert)

"Sabedoria é usar o conhecimento de forma que o mundo se torne um lugar de felicidade".
(Rubem Alves)


"Sabemos muitas palavras, mas ignoramos a PALAVRA"
(T.S. Eiot)


"Mas poderei eu levar para o outro mundo o que me esqueci de sonhar? Esses, sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver".
(Álvaro de Campos)


"...É preciso viver com os homens,
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas..."
(Carlos D. de Andrade)


"A soberba transforma homens nobres em pecadores"
(Aristóteles)


"Por que dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória e eternamente. Amém".
(Romanos11:35)


"Tarde te amei e beleza tão antiga e tão nova, busquei você fora de mim, e você estava dentro do meu coração".
(Sto. Agostinho)


"O Deus de poder, enquanto percorria em sua majestosa roupagens de glória, resolveu parar; e assim um dia Ele desceu, e pelo caminho se despia".
(George Hebert)


"A fé não brota do milagre, e sim o milagre da fé".
(Dostoievski)


"Fragilidade. Seu nome é mulher".
(Shakespeare)


"Ó graça momentânea dos homens mortais, que nós procuramos mais do que a graça de Deus".
(Shakespeare - Ricardo III)


"Mas pode aquele que tem o vinho desejar a uva?"
(George Hebert)


"A qualidade da misericórdia não esta deformada.
Cai como a mansa chuva vinda do céu...
E o poder da terra vai então mostrar-se como o de Deus,
Quando a misericórdia tempera a justiça.
(Shakespeare - O mercador de Veneza)


"Deus não quer mais amar do céu,
Ele quer amar através de você".
(Pr Ricardo Gondim)


"O verdadeiro amor é sincero e desinteressado. Não tenho medo de ser, por isso, minoria. O trabalho mais eficaz sempre foi feito por minorias".
(Mahatma Gandi)


"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons".
(Martin Luther King)


"Ora, tu deves uma morte a Deus".
(Shakespeare - Príncipe Hal)


"As mais belas jóias, sem defeito, com o uso o encanto perdem".
(William Shakespeare)


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sábado, 12 de julho de 2008

Vida!!

Viver sem a vergonha de ser feliz... Acho que vocês já ouviram essa frase cantada sobre uma melodia, mas afinal o que é a vida? O sopro do Criador? Apenas uma reprodução humana?
Vamos ler o que nos diz o velho e bom Aurélio: "Vida: O espaço de tempo que vai do nascimento á morte; existência".

Hoje ao parar em um farol neste ínterim entre nascimento e morte, me deparei com um malabare circense (provavelmente desempregado) chamando a atenção dos motoristas em troca de uns trocados. Nos poucos segundos que fiquei olhando comecei a imaginar as dificuldades que um ser humano tem para manter o equilíbrio da vida. É, é verdade, fiquei imaginando cada bolinha daquelas como uma situação da vida, já não era mais o artista compenetrado nas bolas contando, imagino eu, o tempo para ter como pegar o custo do entretenimento caso alguém se propusesse claro, já que arte em nosso país é tão desvalorizada, imaginem em um farol de São Paulo em que as pessoas não querem se divertir mas somente chegar. Mas me via ali naquele instante como aquele homem, e as bolas da vida iam passando em minhas mãos, essas que são sinônimos de domínio e controle, eu ia com todo o cuidado e atenção para não deixá-las caírem.

Imaginem a bola da higiene pessoal caindo ao chão. Sem poder ouvir Chico Buarque devido tanta cera? Mil vezes não! Seria comparado a um andarilho mal cheiroso e teria que abdicar de vários relacionamentos de amizades afinal quem quer debater de futebol com um mal cheiroso, só repórteres desportivos que adoram falar com homens com cheiro de atleta que correu por mais de noventa minutos. E se então eu deixasse cair a bolinha das finanças? Meu Deus!! O telefone que ainda fala não vai parar de tocar e arrumarei varias tietes perguntando quando vou poder dar "atenção" a eles e/ou elas. Podia também este corpo esférico que leva em si o substantivo abstrato "honestidade" cair sobre o chão de terra, do qual todos viemos e um dia voltaremos, não obstante, nos nivela por igual a tal da honestidade. Já pensou deixar "ELA" cair? Vida dura, bendita, mas que dita dura.

Quando me dei por mim já estava bem longe daquele farol, fui sem pagar o moço malabar que me fez refletir bastante com sua arte, a única coisa que me certifiquei foi ver se não havia bolinhas caídas ao lado dos meus pés, já isto não vou poder revelar por ser subjetivo, não me considero avaro, também não sou pródigo apenas pago o preço, o preço de ser honesto. Que constante equilíbrio é a vida.

Tudo o que sai da alma é arte!!


"Tudo aquilo que sai da alma é arte". Já diziam os artistas na era do humanismo.

C.S. Lewis diz que nós não temos uma alma, e que sim, somos uma alma e temos um corpo. Concordo! Sendo assim podemos concluir que somos então arte.

A arte através da cultura faz com que façamos um mundo melhor trazendo para nossos relacionamentos diários alegria e prazer.

Podemos juntar todas as artes e agradecer a Deus através dos dons e talentos embutidos em cada ser, lembrando que nossas expressões culturais é um presente de YAHWÉH e são também ferramentas preciosas a favor da não violência.


"Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos."

Martin Luther King