sábado, 12 de julho de 2008

Vida!!

Viver sem a vergonha de ser feliz... Acho que vocês já ouviram essa frase cantada sobre uma melodia, mas afinal o que é a vida? O sopro do Criador? Apenas uma reprodução humana?
Vamos ler o que nos diz o velho e bom Aurélio: "Vida: O espaço de tempo que vai do nascimento á morte; existência".

Hoje ao parar em um farol neste ínterim entre nascimento e morte, me deparei com um malabare circense (provavelmente desempregado) chamando a atenção dos motoristas em troca de uns trocados. Nos poucos segundos que fiquei olhando comecei a imaginar as dificuldades que um ser humano tem para manter o equilíbrio da vida. É, é verdade, fiquei imaginando cada bolinha daquelas como uma situação da vida, já não era mais o artista compenetrado nas bolas contando, imagino eu, o tempo para ter como pegar o custo do entretenimento caso alguém se propusesse claro, já que arte em nosso país é tão desvalorizada, imaginem em um farol de São Paulo em que as pessoas não querem se divertir mas somente chegar. Mas me via ali naquele instante como aquele homem, e as bolas da vida iam passando em minhas mãos, essas que são sinônimos de domínio e controle, eu ia com todo o cuidado e atenção para não deixá-las caírem.

Imaginem a bola da higiene pessoal caindo ao chão. Sem poder ouvir Chico Buarque devido tanta cera? Mil vezes não! Seria comparado a um andarilho mal cheiroso e teria que abdicar de vários relacionamentos de amizades afinal quem quer debater de futebol com um mal cheiroso, só repórteres desportivos que adoram falar com homens com cheiro de atleta que correu por mais de noventa minutos. E se então eu deixasse cair a bolinha das finanças? Meu Deus!! O telefone que ainda fala não vai parar de tocar e arrumarei varias tietes perguntando quando vou poder dar "atenção" a eles e/ou elas. Podia também este corpo esférico que leva em si o substantivo abstrato "honestidade" cair sobre o chão de terra, do qual todos viemos e um dia voltaremos, não obstante, nos nivela por igual a tal da honestidade. Já pensou deixar "ELA" cair? Vida dura, bendita, mas que dita dura.

Quando me dei por mim já estava bem longe daquele farol, fui sem pagar o moço malabar que me fez refletir bastante com sua arte, a única coisa que me certifiquei foi ver se não havia bolinhas caídas ao lado dos meus pés, já isto não vou poder revelar por ser subjetivo, não me considero avaro, também não sou pródigo apenas pago o preço, o preço de ser honesto. Que constante equilíbrio é a vida.

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