sábado, 24 de janeiro de 2009

Noite




Demasiadamente cansado la estava nosso herói sem qualquer idéia para debater e desafiar então uma antítese. Pelo horário de verão já era noite, porém, apesar do mau tempo, o céu ainda estava claro, as nuvens formavam um tapete 100% de algodão aglutinados entre si, só não com muita força para segurar as pisadas do sol que tinha seus raios inquietos.
Havia um livro sobre a mesa de Mário Quintana, mas sem qualquer despertar de interesse deixou o livro, pois não conseguiria se concentrar já que na sua cabeça tinha apenas uma máxima: “Ai que preguiça...”
Fulano tinha muita saúde e observava poucas formigas saúvas que carregavam incessantemente algumas folhas não para alimentação instantânea, mas sim após quando lodo virasse. Depois de algum tempo o sono foi inevitável, e num cochilar de meia hora foi o suficiente para sonhar o que seu coração mais queria caso o corpo estivesse disposto a ouví-lo. Sentado em um cantinho segurando um violão, aí sim seu coração batia as dissonâncias do instrumento. Ao acordar Fulano havia amassado a cara por ficar apoiado sobre a mão direita, acordou e viu que as formigas ainda estavam lá e lembrou da sapiência de Salomão nas escrituras: “vai ter com as formigas ó preguiçoso”. Sem exitar foi logo abrindo o livro para espantar a preguiça e continuar sua missão de espera daquela noite.
Quando deu por si estava bem acordado envolvido com o índio amazonense que sempre dizia “aique” (PREGUIÇA- no dialeto indígena), a noite passou sem perceber e quando seu tempo de espera acabou viu que as sauvítas ainda estavam lá, e eram muitas...

9 comentários:

Anônimo disse...

criativo- muito criativo - mario quintana-formigas- preguiça/grata surpresa- parabens pelo texto.

Lua- Eu Crio Moda disse...

obraigada pelo comentaro
vc q escreveu??

Cadinho RoCo disse...

E se deixar que as formigas trabalhem não precisará de muito tempo para deparar com espetacular formigueiro.
Cadinho RoCo

Osvaldo disse...

Oi Daniel;
Sempre a nos presentear com maravilhosas crónicas...
Esta "Crónica da Formiga" está magistralmente bem escrita...
E ficamos com vontade de ver e ler o capítulo seguinte.
Um abraço pro amigo Daniel, extensivo a São Paulo, cidade que conheço bem.
Osvaldo

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto,muito bom...

Sammyra Santana disse...

ler seu texto me deixou com uma preguiiiiii...
bj

Carla disse...

que maravilha este momento...tão bem escrito
beijos

Contos de F. disse...

formiguinhas x macunaíma... rsrsrsr taí uma bela antítese!!!!

obrigada pelo comentario... apareça mais!!!!

té!

Contos de F. disse...

mais uma: " a formiga só trabalha porque nao sabe cantar" já dizia raul seixas