domingo, 28 de setembro de 2008

"Um artista é aquele que percebe mais que seus companheiros, e que registra mais do que vê.” (Edward Gordan Craig)



Escrever liberta. É como a verdade. Pseudônimos são válidos, talvez aquilo que gostaríamos de ser e não somos fica registrado no papel para podermos libertar aquele ser que em nós estava preso.
Quando registro, mostro um lado que com palavras alguma poderia dizer. Sinceramente, ou seja, sem cera, pois esta palavra nos diz que temos que estar sem máscaras, como que baseado na antiguidade quando os convidados de um baile à fantasia ao ressoar do sino que aponta meia-noite, as pessoas teriam que tirar suas máscaras que eram feitas de cera para então surgir ai a revelação. O problema é que são poucos os que estão dispostos a desmascarar-se estão até hoje protelando o bater dos sinos da meia-noite. Muito embora elas preservem a verdade sempre vai haver aquele calabouço no mais profundo do ser e lá tem as criaturas mais terríveis que nunca foram libertas, pois insistem em manter uma postura que ela mesma fez de si, impondo algo que quando a pessoa não suporta, pois por incrível que pareça tem pessoas que não se suportam tanto que aí parte para algo muito infeliz que é a enganação de si mesma. Não é aquilo que ela é. É um ser que não serve, pois não é ela, e então, passa a se alto anestesiar com drogas, bebidas e tantas e tantas outras coisas que faz com que não pensamos em nós mesmos e fiquemos lá em outro lugar menos naquele que deveria ser o nosso espaço.
Compartilhar de verdade aquilo que você sente muitas das vezes é complicado. Por que é bom você ouvir aquilo que você quer ouvir, apesar de que o crescimento vai vir daquilo que você nunca ouviu ou até mesmo daquilo que você não queria ouvir. Ainda bem que o papel sempre nos ouve...
Por gostar de escrever muitas pessoas se espantam e logo vão dizendo:
-Não sabia que você gostava de escrever.
-Nossa! Nunca podia imaginar isto de você... É verdade, as coisas que saem da nossa cabeça nem sei por que são assim. Mas é “assimqfunciona”, pois “as coisas são assim”. Vai saindo, mas o que importa na verdade é que quando escrevo estou me conhecendo, estou colando a todos uns eus que muitos pensavam não ser eu, mas desde já digo que a subjetividade também assusta até mesmo os mais íntimos de si mesmo... Escrevendo e dizendo aquilo que sai das vísceras. Vou-me... Inté!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Uma imperiosa necessidade da THÁ


Clonaram a Dolly é verdade. É verdade também que a ciência não foi tão avançada assim, já que uma infertilidade comprovada mostrou que dos 270 ovos, apenas 09 induziram a gravidez e apenas um sobreviveu. A ovelhinha que morreu aos seis anos de idade prematuramente (uma ovelha vive de 11 à 12 anos) aos cinco já demonstrava gagazices, ou seja, atitudes associadas à velhice. A coitadinha para não sofrer foi abatida em Fevereiro de 2003. Seu nome na verdade é uma referencia a atriz Dolly Parton pop star do country americano.
Você acredita que o cloneiro Dolliano quis clonar a Gisele Buntchen? É verdade... se esta moda pega...
Aliás, se eu pudesse clonar alguém clonaria a Thalía. Não por que eu não possa mais ter filhos, mas sim por que o mundo precisa de mais “thalías”, criança como outras, que não é qualquer, pois das tais são o reino de Deus, lembram? Não obstante, thalía tem cheiro de alegria, uma bailarina que adora bailar fazendo qualquer adulto perdido em seu formalismo babar para um ato em que a liberdade da dança mostra como temos mais para aprender com elas, é as crianças thalías, thalías por si só, digo, felizes por si só, pela natureza por ser criadas por Deus assim como o menino Jesus que crescia em sabedoria, estatura e graça diante do Criador e dos homens, assim é meu desejo para as crianças, são elas, príncipes e princesas da qual um rei ofereceu o milésimo gol, aquelas na qual o Cristo disse que para aceitar seus ensinamentos teriam que ser como thalía, digo, crianças, que amam a natureza, gostam das thalías, digo, flores. Com a Thalía, me curo dos males da vida. Thá – rria, pois assim thá-linda...
Ao acordar thalía já dispara e começa a falar, falar, falar... Não deixa de contar nada do que aconteceu em seus sonhos, tantos reais como daqueles que vem quando estamos dormindo, como aqueles por exemplo em que se sonha colhendo estrelas, Thalía se prepara para brincar depois que levanta e num dia cheio de thalía, digo, alegria, começa seu dia cativando amizade, carinho, cuidado e dança, por que sem dança não há thalía, digo, alegria. Quer vida melhor? Os adultos só se importam com os números já dizia o pequeno príncipe. Mas quem vive como uma thalía, digo... uma criança feliz, sabe que só se vê bem com o coração... Obrigado Tha por me fazer tão feliz e ver que sou um adulto que um dia foi criança, te amo de uma forma indescritível, portanto deixo aqui meu registro a ti: S2.

Ah... Antes que eu me esqueça, o anho esta em um museu na Escócia local de seu nascimento, e esta do mesmo jeitinho... Empalhada é claro.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

@$% Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...#&%


Terminei hoje minha releitura do livro “O PEQUENO PRÍNCIPE”. Para o espanto de todos não é um livro só para crianças. Os franceses que ao contrario dos brasileiros que tem fama de um povo leitor-nato, tem o orgulho de ter neste livro francês um dos volumes mais vendido no mundo, só perde para exemplares da Bíblia Sagrada e “o peregrino”. O autor-escritor do pequeno príncipe Antoine (o nome dele é mais difícil que vocês possam imaginar) foi piloto da 2ª guerra mundial.
O livro conta a história de um principezinho ruivo que morava em um planeta bem pequenininho. O que havia neste planeta? Nada mais que três vulcões, sendo que apenas dois estavam ativos. Tinha uma personagem muito vaidosa e que inquietou vossa alteza, nada mais que uma pequena flor, bem orgulhosa, diga-se de passagem. A empáfia da rosa causou no garoto príncipe uma inquietude tremenda. O garoto viajor resolveu então entrar em uma aventura passeando por vários planetas fazendo-se então chegar a nosso planeta Terra.
É muito legal a forma como ele encontra tais personagens e os aborda. O pequeno que nada tem de tímido nunca desiste de uma pergunta que faz, e acha muito chato o mundo dos adultos que mais se preocupam com os números do que realmente importa. Que é sim o interior. Como diz o próprio autor: “Todas as pessoas grandes foram um dia criança – mas poucas se lembram disso”.
Lembro que quando ouvi com atenção sobre o livro eu estava em Minas Gerais, e isto foi há uns 15 anos. Não dei muita importância, mas a pessoa que escrevia partes do livro das quais não lembro (eis um conselho sábio: nunca confie na memória) me dizia que tinha lido o livro várias vezes e que gostaria de reler diversas vezes também a seus filhos quando tivesse. Tomara que tenha realizado seu sonho de criança e que sua chamada para o mundo adulto não venha abortar esta aspiração. Quando li ainda neste ano o livro, tive também minha experiência vendo como que ele é encantador, e claro, por estar estupefato não me contive e lá fui eu ler de novo este livro que terminei, mas não vejo a hora de ler de novo. Minha filha já esta lendo, e não me contive e presenteei alguns amigos especiais com esta obra. Mas chega de conversa, pois eu gostaria de expressar aqui para vocês a parte que eu mais gosto deste livro. Por favor, leiam, relembrem e quero claro encorajar aqueles que ainda não leram ou cometeram um grande pecado em não reler esta obra. Com vocês o pequeno príncipe:
Capítulo XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidades de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe.
- Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
-É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não te mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração...É preciso que haja um ritual.
- Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa.
- É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta – feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! Disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativaste ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem eu abriguei com o para–vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi ela quem eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... – disse ele.
- Adeus... – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos...

Antoine em uma missão no mundo dos adultos morreu aos 44 anos pilotando seu avião de guerra, que caiu ao ser alvejado por disparos de arma de fogo. O responsável pela queda do avião foi um alemão que ao reconhecer o alvo lamentou profundamente à morte do autor do pequeno príncipe. Seu corpo jamais foi encontrado, mas sua obra feita para aqueles que não se esqueceram que um dia foram crianças ainda é um sucesso mundial traduzido em mais de oitenta línguas diferentes.

*RELEITURAS*



"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."
Nelson Rodrigues

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Quando as pessoas temem o 'governo', isso é tirania. Quando o 'governo' teme as pessoas, isso é liberdade." (Thomas Jefferson)


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
Muito embora a Constituição Federal nos reserve o direito à vida e a liberdade, nós sofremos uma tendência exagerada no que se diz respeito a estarmos dentro de uma caverna assim como no mito de Platão. A maior prisão não é feita de muralhas de concreto, mas sim aquelas que possuímos no intimo do ser. Um sistema que nos escraviza ditando regras maquiadas de uma forma visada para o bem de todos quando que na verdade sempre beneficia a elite e deixa os pobres cada vez mais ralé. Lembra quantos anos de estudos passamos dentro de uma sala de aula apenas olhando para a nuca de nossos colegas de classe? Controle de massa. Como soldados que enfileirados ficam olhando para a nuca do seu companheiro de uma forma hierárquica e rígida quando lhe foi imposto em seu pensamento um tal de patriotismo que defende os direitos do estado com o sacrifício da própria vida. E o que dizer da Igreja católica que esteve no poder por mil anos deixando seus fiéis longe do conhecimento tanto das escrituras como daqueles que escreviam a respeito dela. Na verdade a navegação da Internet, a copa do mundo vista em uma TV, faz com que todos fiquem “um só coração” e tem como ópio da alma para alívio imediato do sofrimento. As escolas que viraram depósito infantil tem um método de ensino medíocre, e as ajudas governamentais são implantadas para suplantar a causa real da vida aqui neste mundo onde todos têm por direito a moradia, estudos eficientes, alimentação, saneamento básico, etc. Não é isto que nossa lei MOR nos garante?
Como é fácil manipular a massa com BBB, programa humorístico chulos, sites de relacionamentos contendo tantas besteiras. Fica então de lado a busca por um conhecimento mais complexo, equilibrado, que só é possível nos livros. Como diz a própria BÍBLIA: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Precisamos formar jovens pensadores que saibam questionar, votar certo, pois não só são ruins os políticos, mas sim piores são os eleitores que com suas permissões os colocam no poder. Sejamos honestos com nós mesmo. Corrupção? E os dvd’s piratas nas prateleiras? E a água que esta a nossa disposição desperdiçada no local de trabalho? E o celular que é recarregado no trabalho sem a permissão do chefe? Exagero...? Não...
CORRUPÇÃO...será que isto tem jeito em nosso país? Prefiro acreditar que sim. Sou otimista? Não muito... Prefiro confiar que sou esperançoso, aliás, falando em Brasil, deveria ser prioridade nacional sim a Amazônia e o Rio de Janeiro, pois estes dois necessitam de socorro de uma Constituição usada com demagogia, ferindo fortemente os artigos em defesa da vida, e da dignidade da pessoa humana.

"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."
(Madre Tereza de Calcutá)
"Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro".
(Juscelino Kubitschek)
"A força de uma nação deriva da integridade do lar".
(Confucius)