
A avenida Paulista é realmente um lugar sem silêncio algum. Dias desses estive por la e fiquei próximo a radio Gazeta bem no final próximo a consolação. Como era outono e faz muito frio por ser um lugar alto fiquei a prova de 14°. Um frio até que apresentável pra quem não se familiariza muito com ele.
Os carros por lá não param, os pedestres diminuem bastante seu fluxo com a parada do metro que se da a meia noite.
De noite é uma avenida diferente daquela que estamos acostumados de ver de dia tanto ao vivo como pela TV. As "personas" diversificadas que vemos de dia é reduzida com a chegada da noite e como já disse com a parada do trem elétrico.
Fiquei sabendo que tal avenida tem seu próprio prefeito, ou seja, é um subprefeito só para esta avenida, que também é palco de grandes festividades para comemorar desde virada de ano até campeões de futebol com sua torcida.
Mas mesmo neste lugar corriqueiro de negócios, onde tempo é dinheiro, e que seus personagens são revezados o tempo todo, vi algo muito triste. Ali perto da Gazeta mesmo, tem um memorial com os dizeres: "Márcia vive", e uma bicicleta pintada de branco "in memoriam". Marcia era uma ciclista que adorava pedalar pela avenida Paulista e também defensora de espaços para ciclistas, e numa tarde pela via Paulista veio a ser vítima de um atropelamento por um ônibus quando estava pedalando. Na verdade em uma cidade em que pedalar é mais viável que recorrer aos carros, teve uma pessoa do bem que insistiu nessa ideia saudável com o sacrifício da própria vida.
Essa foi a avenida Paulista que vi e conheci naquele dia.





