domingo, 29 de março de 2009

Brincando como gente grande




De manhã fui no parque florestal e vi uma injustiça sem tamanho. Adultos, que aproveitavam a ausência de crianças nas balanças, foram la se divertir jogando as pernas pro alto testando a gravidade e lembrando do tempo de infância, até vir o guarda florestal com sua função de adulto e acabar com a graça daquelas que sabiam que o melhor da vida esta em ser criança. Contesto: balança para adultos já!
De tarde fui a um aniversário infantil e vi tamanha injustiça feita pelo buffet. As crianças la se divertindo no pula-pula, piscina de bolinhas e os adultos do lado de fora babando e claro talvez não confessariam mas duvido que não dariam tudo para poder estar junto com os filhos em meio as bolinhas. Outro dia fui no parque da Mônica e la é permitido brincar junto com as crianças em tudo. O resultado não poderia ser outro, os adultos brincam como crianças.
De noite fui dormir e para isso quis ter paz de criança dormindo...

sábado, 28 de março de 2009

Criaste?




O processo de criação é algo muito difícil. Já faz algum tempo venho acompanhando alguns cronistas, mas como escrever tão bem como eles? Principalmente depois de ler Rubem Alves. Da vontade de desistir de escrever.
No livro "pra viver um grande amor", Vinícius de Moraes comenta sobre os cronistas, e diz que um bom cronista seria aquele que teria a sua disposição pelo menos duas cronicas adiantadas para quando fosse pego de surpresa. Mas que na verdade o cronista de verdade é aquele que gasta metade do seu ordenado pagando táxi para levar sua cronica que foi feito de ultima hora, não por deslecho, mas sim pela questão de que amanhã eu faço, devido aos afazeres atuais.
Hoje grande parte dos jovens não criam, não renovam, não trazem novidades. É claro que temos raras excessões mas hoje somos vítimas de plágios indecentes, que busca transformar a arte em vaidades supérfluas.
Hoje existem programas televisivos em que promovem premios para os melhores inventores e acreditem tem muitas coisas interessante. Quem sabe pelo poder capitalista os jovens comecem a criar. Afinal de contas o que é a arte?

domingo, 22 de março de 2009

Um dia bom!


Ontem foi um dia muito bom. Fomos ao Instituto Butantã. Longe de ver cobras, se bem que foi muito legal re-lembrar os tempos estudantis onde se ia para ver os répteis, fomos porque lembrei que la era um lugar bem arborizado, fato este bem difícil em uma cidade como São Paulo, onde nós vivemos em uma selva de pedras. Levei Mario Quintana para uma possivel leitura devido ao sossego convidativo para um bom aprendizado literário, mas sem chance, a Thalía estava comigo. Ela uma criança de 7 anos só queria fazer suas "arterices" ja que tambem é amante da natureza e se sentia muito feliz por estar ali, e claro, não quis isentar o pai e logo foi propondo a famosa brincadeira pegapega.
Olhamos microscópios, vimos serpente, o animal causador da dor de parto, conhecemos algumas bactérias e registrava-mos tudo em fotografias. Mas claro que nosso mundo não se resumia ali e logo chegou a hora de irmos embora e deixar de lado o ar puro para chegar-mos em casa.
No caminho diante do engarrafamento a Thalía logo disse: Volta papai!... criança sabe o que é bom.

terça-feira, 17 de março de 2009

Qual o problema?


Todo mundo tem problemas. As vezes eles vem recheados e as vezes vem magrinhos mas nunca deixam de vir. Alguns dizem que vem a cavalo. É rápido quando se trata de divulgação. Cada um tem o seu. Não importa se do outro é maior. Na verdade aquele que atingiu a sua carne quando chega pode ser o menor do mundo, é meu, e fica na memória. Tem alguns que já se foram mas ficam nas lembranças e parece aquela musiquinha chata que fica la nas entranhas da nossa mente. Não desaparecem nunca, por mais que já foi superado esta sempre la, e nos lembramos: tempos difíceis aqueles. Alguns são deletados ou ficam guardados na caixinha de problemas mas não gostamos nem de mexer nela. As vezes eles são por dinheiro ou por saúde até mesmo por falta de algo, este motivo é inevitável.
Será que se existisse um botão que ao apertá-lo ele deletaria tudo na nossa memória haveria pessoas virgens do tal botão? Duvido...
Quando eles vem, a força vai junto e toda aquela garra, toda aquela potencialidade se vai (até a soberba), ficamos frágeis, desguarnecidos, não vemos a hora de dormir para vir o outro dia mas na hora da dificuldade até o sono deixa de ser amigo e desaparece.
O pouco que conheço dos seres humanos vejo que a grande maioria não esta do jeito que gostariam que estivessem e também não estão do jeito que Deus gostaria que eles estivessem, ou seja, totalmente desnorteados, por mais feliz que as pessoas possam aparentar elas tem problemas, e se tem problemas logo tem ausência de algo. As vezes quando vejo algumas pessoas fico a perguntar: quais será os problemas deste?
Infelizmente muitas pessoas partem para caminhos ruins em busca do esquecimento.
No dia do aniversário é inevitável o sacramentado voto: felicidades!! - Que assim seja.

quinta-feira, 12 de março de 2009

contos...



Quem falou que este mundo é ruim! só recordar... (Mario de Andrade - Contos Novos)


Sempre tive afinidade pela música, o violão é meu instrumento predileto, li alguém dizendo que Baden Powell ao invés do coração tinha um violão. Achei demais. O violão, um instrumento tão limitado comparado a um piano tem uma vantagem, você tem de encostá-lo no peito para fazer suas cordas vibrarem e sair melodias lindas que são demonstradas em violonistas como Helio Delmiro, Guinga e até mesmo o próprio Baden. Me lembro até hoje minha inicialização é claro que não era pensando em música mas sim na “fama“(coisas da idade). Dizem que no nordeste o camarada pra fugir da roça pode optar por dois caminhos, ou ir para o exército ou ir para o convento e se transformar em padre, assim como aconteceu com Bentinho em Dom Casmurro. Ainda bem que aqui em são Paulo tive outra opção.
O organismo deste instrumento não tem sangue. Mas une-se ao sangue daquele que o toca. A primeira corda, a mais grossa, tem o som do miiiii - misão; a segunda de cima pra baixo, é porque na música é assim, tudo tem regra mas tenho certeza que Coltrane e Milles foram fenômenos por não darem a mínima pra elas, não que eu ache que eles eram subversivos mas que colocavam o que não tinha ao invés do que precisava. Nota lá, corda solta, la vai uma nota pra la de boa, a música é alegre.
Ré pra sair da tristeza, aliás quem é que consegue dirigir um veículo sem estes papagaios eletrônicos que soam música. Assim prosseguindo vem o sol, próxima nota. Sol era um deus antigo na Grécia, foi substituído pelo do-mingo, mas não tem importância não, o dó na escala é quarta de sol, são primos e relacionados formam sons lindos, os tocadores de harpas gregos não os resistiam. Por penúltimo temos um si e não si fali mais nisso... Um mi é repetido mas com um som mais agudo.
No meio do violão um circulo que guarda segredos , composições e tantas e tantas outras coisas, por isso que é um grande amigo... só conta canções.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dez coisas que aprendi...


1. Olhar livros e árvores é bem melhor que ficar olhando "orkut".

2. Pior que a crise economica é a crise que vem rompendo séculos. A emocional e a espiritual.

3. Efêmero é o tempo. amanhã o ontem vai ser ontem de ontem, e hoje vai ser ontem.

4. Precisamos aprender com os olhos para enchergar aquilo que Deus nos deu. A natureza por exemplo.

5. Certamente a música é uma linguagem universal.

6. Ninguém a não ser Deus é dono da verdade. Temos apenas sugestões.

7. O esquecimento serve para deletar aquilo que a memória não amou.

8. Sejamos como as árvores. Elas não são como nós que temos crises de identidade. Enraizadas não ficam correndo atrás do vento mas sabem o que são.

9. Amar é... não ser egoista e não se ufanar.

10. Dois igrediêntes do poder: dinheiro e conhecimento. Prefiro a segunda opção.