
Iniciei o gosto pela música aos 15 anos. Quando menor, via pessoas que tocavam em uma igreja na qual eu freqüentava e com meu ouvido primitivo para música não conseguia entender por que o rapaz que tocava a “guitarra” de quatro cordas grossa (contrabaixo), mau se conseguia ouvi-lo, ou seja, queria saber por que ele “dublava” apenas...
Quando atingi os 15, resolvi então tomar coragem e ser um músico de verdade. Fui até um vizinho que vendia seu violão que tinha sido pintado por uma tinta óleo e então arrumei um professor de violão... eu mesmo... na verdade eu quis me enganar estudando métodos do Instituto Nacional Brasileiro e pensei que aprenderia tocar violão por correspondência. Ai que dó daqueles pares que tiveram a mesma “brilhante” idéia. O tempo foi passando e eu fui progredindo com aulas particulares com pessoas de verdade ao invés de desenhos de acordes que já são difíceis com uma pessoa de carne e osso te ensinando, imaginem então uma figura.
Logo depois de comprar uma péssima guitarra “Tonante” lá fui eu me esconder atrás do rock e aprendi o acorde supremo do metal: O bordão (acorde formado pela tônica e a quinta nota da escala musical). Achei que tinha descoberto o mundo. Quando passei desta fase resolvi de forma escondida de meus amigos roqueiros que diziam ser adeptos do estilo pelo resto de suas vidas (alguns hoje ouvem até sertanejo) colocar uma notinha a mais. É verdade resolvi colocar a terça nota, foi aí que comecei a usar destas três notas para tocar Engenheiros do Havaí, Para lamas, Barão e outras coisas mais...
Descobri que assim como existe o sexo masculino e feminino a terça nota de um acorde é quem decide se o tal é o macho ou a fêmea. Parafraseando, quando o acorde é maior a teça é maior e quando menor a teça por sua vez também é menor. Só tem um acorde que não tem isso: É o chamado “sus4”. Esta harmonia pode ser aplicada entre maior e menor, assim como o do rock, o bordão.
Passado algum tempo fui ficando velho e aquele que delirava com o acorde formado com tônica e quinta distorcida passou a usar agora a7ª nota quando também com a ajuda da 9ª. Veio então a vontade de tocar bossa nova e fui então mergulhar em Tom Jobim, que máximo.
Minhas experiências musicais tiveram fim quando resolvi tocar jazz. No jazz podem-se usar todos os acordes aqui mencionados, até o bordão. A tríade de tônica, terça e quinta passam a ser tônica, 7ª e 9ª. E quando resolver fazer solos de improvisação tem uma escala para cada acorde, diferente do blues que em cima da base você pode ficar horas na mesma escala em diferentes acordes, o rock então nem se fala. Tive que parar por aqui, pois não consegui acompanhar esta linguajem jazzística em que os instrumentos conversam entre si levando o ouvinte as mais intensas emoções. Há... Milles Davis; quem o superará?
O difícil para mim é que quero colocar a música dentro de mim enquanto músicos do calibre de Davis, Coltrane, Helio Delmiro já têm a música dentro de si, tendo apenas que ter o instrumento para mostrar este dom maravilhoso que é a música.
Música. Use e abuse!
Quando atingi os 15, resolvi então tomar coragem e ser um músico de verdade. Fui até um vizinho que vendia seu violão que tinha sido pintado por uma tinta óleo e então arrumei um professor de violão... eu mesmo... na verdade eu quis me enganar estudando métodos do Instituto Nacional Brasileiro e pensei que aprenderia tocar violão por correspondência. Ai que dó daqueles pares que tiveram a mesma “brilhante” idéia. O tempo foi passando e eu fui progredindo com aulas particulares com pessoas de verdade ao invés de desenhos de acordes que já são difíceis com uma pessoa de carne e osso te ensinando, imaginem então uma figura.
Logo depois de comprar uma péssima guitarra “Tonante” lá fui eu me esconder atrás do rock e aprendi o acorde supremo do metal: O bordão (acorde formado pela tônica e a quinta nota da escala musical). Achei que tinha descoberto o mundo. Quando passei desta fase resolvi de forma escondida de meus amigos roqueiros que diziam ser adeptos do estilo pelo resto de suas vidas (alguns hoje ouvem até sertanejo) colocar uma notinha a mais. É verdade resolvi colocar a terça nota, foi aí que comecei a usar destas três notas para tocar Engenheiros do Havaí, Para lamas, Barão e outras coisas mais...
Descobri que assim como existe o sexo masculino e feminino a terça nota de um acorde é quem decide se o tal é o macho ou a fêmea. Parafraseando, quando o acorde é maior a teça é maior e quando menor a teça por sua vez também é menor. Só tem um acorde que não tem isso: É o chamado “sus4”. Esta harmonia pode ser aplicada entre maior e menor, assim como o do rock, o bordão.
Passado algum tempo fui ficando velho e aquele que delirava com o acorde formado com tônica e quinta distorcida passou a usar agora a7ª nota quando também com a ajuda da 9ª. Veio então a vontade de tocar bossa nova e fui então mergulhar em Tom Jobim, que máximo.
Minhas experiências musicais tiveram fim quando resolvi tocar jazz. No jazz podem-se usar todos os acordes aqui mencionados, até o bordão. A tríade de tônica, terça e quinta passam a ser tônica, 7ª e 9ª. E quando resolver fazer solos de improvisação tem uma escala para cada acorde, diferente do blues que em cima da base você pode ficar horas na mesma escala em diferentes acordes, o rock então nem se fala. Tive que parar por aqui, pois não consegui acompanhar esta linguajem jazzística em que os instrumentos conversam entre si levando o ouvinte as mais intensas emoções. Há... Milles Davis; quem o superará?
O difícil para mim é que quero colocar a música dentro de mim enquanto músicos do calibre de Davis, Coltrane, Helio Delmiro já têm a música dentro de si, tendo apenas que ter o instrumento para mostrar este dom maravilhoso que é a música.
Música. Use e abuse!
3 comentários:
Daniel que deliciosa crônica para um final de domingo, a música em mim é só para ouvir, não ousa tocar. Abçs.
Caro Daniel;
A Música... Umas das artes supremas ao lado da pintura e escultura.
Repetindo o que diz o meu amigo Eder, a musica para mim só para ouvir e apreciar porque adoro música bem feita e com uma boa letra a acompanhar, mas tenho aqui em casa alguém (meu filho) que é um apaixonado pela arte musical e que tem só além do piano, um orgão e 7 (sete) guitarras!. Por isso compreendo a paixão que os instrumentos de cordas atraem em certas pessoas.
Um abraço
música é a coisa mais linda da minha vida...
Postar um comentário