
Talvez eu esteja mesmo obcecado por livros. Bom pelo menos foi isto que a Natalia disse. Estou com alguns na minha estante que ainda não li e continuo comprando os que me chamam a atenção, sem contar aqueles do qual eu já li no mínimo quatro vezes. O que seria de mim sem as releituras... Já fui obcecado por gibis na infância, bicicleta, futebol e CDS também, cheguei a contabilizar 500, não faltavam as cópias dos importados que eu tratava de arrumar com amigos músicos. Estilos? Não muito variáveis, iam do jazz à bossa nova. Músicos como Pat Metheny que me faziam rejubilar com seus solos aveludados. Amava também os solos de Milles Davis, se tivesse três ouvidos deixá-los-ia a disposição daquele trompetista que sem duvida é único. Alias o jazz e a bossa-nova é uma combinação perfeita quando craseados. Já fui também obcecado por atacar as cordas do violão e da guitarra, horas e horas para impressionar alguém que me visse tocando, e também é claro, por ser ópio para minha alma.
Mas para não perder a fama, fui a uma livraria esta semana no Center Norte a procura do livro do Bonhoeffer, mas ao me deparar com alguns do Rubem Alves logo me dei o trabalho de ler ali mesmo um dos seus. Sentei-me no chão acarpetado da loja e viajei bem ali, nas estórias do Alves, que segundo ele, as idéias lhes aparecem como pássaros e ele se faz então um fotógrafo, e fotografa o que vê com as palavras. Quando dei por mim já estava na hora de ir embora e dei cabo da missão D. Bonhoeffer, mesmo por que, só seria possível um livro seu por encomenda segundo o atendente. Fui-me embora e lembrei no caminho que meu irmão tinha comentado que estava com um livro do pastor luterano em sua casa, parti então apressado em busca do alemão. Realmente foi o que aconteceu ele tinha a obra e não pensou duas vezes em me emprestar garantindo que eu gostaria muito do volume. Deus seja louvado!
Bonhoeffer foi pastor e teólogo luterano, em 1918 seu irmão Walter sofreu ferimentos devido à guerra, vindo a falecer pouco depois. A morte do irmão trouxe muita consternação para sua mãe que passado três anos entregou a ele a mesma Bíblia que seu irmão Walter havia ganhado em 1914. Bonhoeffer então passou a usá-la pelo resto da sua vida tanto em suas meditações bíblicas e nas reuniões cristãs.
Foi mentor de um movimento que se chamou “Declaração de Bremen”, o qual se iniciou em 1934. Com este movimento o ministro Dietrich reuniu diversos pastores a desafiarem o nazismo rejeitando-o.
Seu lema era: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado é o nosso único Salvador".
Ele também chegou a tramar a morte de Hitler dizendo: "É melhor fazer um mal do que ser mal".
Quando preso pelo regime nazista escreveu em um domingo de Páscoa a seus pais em abril de 1943 dizendo:
“Continuo bem, estou com saúde, todo dia posso ficar meia hora ao ar livre; esqueço ás vezes por um breve lapso de tempo onde me encontro de verdade. Estou sendo bem tratado, leio muito, além do jornal e de romances, sobretudo a Bíblia”.
Dietrich Bonhoeffer quando ainda preso sob a acusação de ajudar judeus a fugirem para a Suíça, foi enforcado em 9 de abril de 1945, pouco tempo antes do suicídio de Hitler. Junto com ele também foram enforcados seu irmão Klaus, e cunhados Hans Von Dohnayi e Rudiger Shleicher.
Este herói escreveu muitas cartas na prisão, seu martírio é considerado um tesouro aos cristãos e tem um memorial em sua homenagem na cidade de Wroclaw na Polônia.
TE DEUM!!
Mas para não perder a fama, fui a uma livraria esta semana no Center Norte a procura do livro do Bonhoeffer, mas ao me deparar com alguns do Rubem Alves logo me dei o trabalho de ler ali mesmo um dos seus. Sentei-me no chão acarpetado da loja e viajei bem ali, nas estórias do Alves, que segundo ele, as idéias lhes aparecem como pássaros e ele se faz então um fotógrafo, e fotografa o que vê com as palavras. Quando dei por mim já estava na hora de ir embora e dei cabo da missão D. Bonhoeffer, mesmo por que, só seria possível um livro seu por encomenda segundo o atendente. Fui-me embora e lembrei no caminho que meu irmão tinha comentado que estava com um livro do pastor luterano em sua casa, parti então apressado em busca do alemão. Realmente foi o que aconteceu ele tinha a obra e não pensou duas vezes em me emprestar garantindo que eu gostaria muito do volume. Deus seja louvado!
Bonhoeffer foi pastor e teólogo luterano, em 1918 seu irmão Walter sofreu ferimentos devido à guerra, vindo a falecer pouco depois. A morte do irmão trouxe muita consternação para sua mãe que passado três anos entregou a ele a mesma Bíblia que seu irmão Walter havia ganhado em 1914. Bonhoeffer então passou a usá-la pelo resto da sua vida tanto em suas meditações bíblicas e nas reuniões cristãs.
Foi mentor de um movimento que se chamou “Declaração de Bremen”, o qual se iniciou em 1934. Com este movimento o ministro Dietrich reuniu diversos pastores a desafiarem o nazismo rejeitando-o.
Seu lema era: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado é o nosso único Salvador".
Ele também chegou a tramar a morte de Hitler dizendo: "É melhor fazer um mal do que ser mal".
Quando preso pelo regime nazista escreveu em um domingo de Páscoa a seus pais em abril de 1943 dizendo:
“Continuo bem, estou com saúde, todo dia posso ficar meia hora ao ar livre; esqueço ás vezes por um breve lapso de tempo onde me encontro de verdade. Estou sendo bem tratado, leio muito, além do jornal e de romances, sobretudo a Bíblia”.
Dietrich Bonhoeffer quando ainda preso sob a acusação de ajudar judeus a fugirem para a Suíça, foi enforcado em 9 de abril de 1945, pouco tempo antes do suicídio de Hitler. Junto com ele também foram enforcados seu irmão Klaus, e cunhados Hans Von Dohnayi e Rudiger Shleicher.
Este herói escreveu muitas cartas na prisão, seu martírio é considerado um tesouro aos cristãos e tem um memorial em sua homenagem na cidade de Wroclaw na Polônia.
TE DEUM!!





