
Faz algum tempo, tive que ir na escola onde estudei boa parte da minha vida. Cheguei por lá e as paredes eram as mesmas, paredes estas que haviam testemunhado muitas coisas e manias que eu portava na minha adolescência. Fui um aluno de terceira categoria, mas adorava acima de tudo fazer boas amizades, tão boas que algumas perduram até hoje, outras se foram sem deixar nenhum rastro e algumas fiz algum esforço de reencontro, mas sem a menor condição, por ter-se seguido caminhos tão diferentes e distantes daqueles de estudantes diários.
Rubem Alves diz que a memória é poder estranho, e que ela guarda coisas em sua gaveta que nem sabemos que existem, e não é que uma gaveta sem me avisar se abriu!
Lá estava eu aguardando uma pessoa quando vi o portão de acesso ao pátio, lá eu havia vivido grandes emoções como brigas, exibições sem graça, outras até engraçadas, papo furados e papos futebolísticos sem muito conhecimento de causa, só para dizer que eu pregava algo, assuntos musicais, paqueras, dentre outros.
Quando não resisti e fui dar uma espiadinha, uma grande alquimia aconteceu, e aquilo tão comum que sempre existiu me fez sentir o que estava escondido em mim mesmo, e eu nem me lembrava...tão bom que doía. Doeu por que se foi sem dizer que ia, e só agora que ví que se foi.
Me vi ali e descobri que naquele pedacinho tinha um eu registrado, ah quanta saudade! Eu costumava ter uma rotina com os mesmos lugares e amigos que nos viamos sempre e não era adepto a disputas, apenas a amigos e futebol e pouco estudo. Assim me era resumido, e houve um ano em que fui reprovado, tomei bomba, e muitos dos meus amigos partiram sem mim para um horário diferente, quando ví já era tarde e eles estavam agora sem mim. lembro-me até de um dia em que fui no horário matutino (meu horário era vespertino agora, já que havia reprovado) e subi em um muro e vi meus amigos jogando vôlei em pratica desportiva, e fiquei triste por não estar lá mas tive uma grande idéia. Iria me matricular em uma escola paga que tinha supletivo, daí alcançaria meus amigos e acabaria com todo esse sofrimento. Mas, minhas condições financeiras não permitiram. Fui até na tal escola e vi que seria utópico e tive que encarar a realidade.
Hoje se fosse dar um titulo para aquela fase diria: "naqueles tempos". Viví fazendo o que eu sabia de melhor: amizades. Todos eram meus amigos, vivi fazes nesta época em que meu brinquedo predileto era a guitarra, e passava horas a fio tocando e me dedicando e sonhando até mesmo uma apresentação para os meus amigos. Talvez buscasse compor uma música em acordes menores que substituísse aquele tempo, já que não tinha mais a metade do dia inteiro só para mim com eles.
Hoje tenho minha família que tanto amo, e fazem com que me sinta mais feliz ainda quando era mais novo, seria uma coisa muito ruim ter de escolher uma só, mas não abriria mão do que vivo hoje, ainda bem que a vida não é toda de ruim. Gostaria de rever todos meus amigos de novo, tudo de uma vez, explico pra minha filha aproveitar o máximo suas melhores amigas, pois elas um dia vão crescer e muitas vão desaparecer por aí neste mundo.
O pequeno príncipe cuidava da sua amiga rosa e ela fazia muito dengo. talvez eu peça ao papai do céu no meu próximo aniversário para reencontrar todos os meus amigos novamente. Assim teria de novo mesmo com 31 anos o rosto de um menino feliz, feliz por ter reencontrado uma grande alquimia.
Rubem Alves diz que a memória é poder estranho, e que ela guarda coisas em sua gaveta que nem sabemos que existem, e não é que uma gaveta sem me avisar se abriu!
Lá estava eu aguardando uma pessoa quando vi o portão de acesso ao pátio, lá eu havia vivido grandes emoções como brigas, exibições sem graça, outras até engraçadas, papo furados e papos futebolísticos sem muito conhecimento de causa, só para dizer que eu pregava algo, assuntos musicais, paqueras, dentre outros.
Quando não resisti e fui dar uma espiadinha, uma grande alquimia aconteceu, e aquilo tão comum que sempre existiu me fez sentir o que estava escondido em mim mesmo, e eu nem me lembrava...tão bom que doía. Doeu por que se foi sem dizer que ia, e só agora que ví que se foi.
Me vi ali e descobri que naquele pedacinho tinha um eu registrado, ah quanta saudade! Eu costumava ter uma rotina com os mesmos lugares e amigos que nos viamos sempre e não era adepto a disputas, apenas a amigos e futebol e pouco estudo. Assim me era resumido, e houve um ano em que fui reprovado, tomei bomba, e muitos dos meus amigos partiram sem mim para um horário diferente, quando ví já era tarde e eles estavam agora sem mim. lembro-me até de um dia em que fui no horário matutino (meu horário era vespertino agora, já que havia reprovado) e subi em um muro e vi meus amigos jogando vôlei em pratica desportiva, e fiquei triste por não estar lá mas tive uma grande idéia. Iria me matricular em uma escola paga que tinha supletivo, daí alcançaria meus amigos e acabaria com todo esse sofrimento. Mas, minhas condições financeiras não permitiram. Fui até na tal escola e vi que seria utópico e tive que encarar a realidade.
Hoje se fosse dar um titulo para aquela fase diria: "naqueles tempos". Viví fazendo o que eu sabia de melhor: amizades. Todos eram meus amigos, vivi fazes nesta época em que meu brinquedo predileto era a guitarra, e passava horas a fio tocando e me dedicando e sonhando até mesmo uma apresentação para os meus amigos. Talvez buscasse compor uma música em acordes menores que substituísse aquele tempo, já que não tinha mais a metade do dia inteiro só para mim com eles.
Hoje tenho minha família que tanto amo, e fazem com que me sinta mais feliz ainda quando era mais novo, seria uma coisa muito ruim ter de escolher uma só, mas não abriria mão do que vivo hoje, ainda bem que a vida não é toda de ruim. Gostaria de rever todos meus amigos de novo, tudo de uma vez, explico pra minha filha aproveitar o máximo suas melhores amigas, pois elas um dia vão crescer e muitas vão desaparecer por aí neste mundo.
O pequeno príncipe cuidava da sua amiga rosa e ela fazia muito dengo. talvez eu peça ao papai do céu no meu próximo aniversário para reencontrar todos os meus amigos novamente. Assim teria de novo mesmo com 31 anos o rosto de um menino feliz, feliz por ter reencontrado uma grande alquimia.